Bolsas dos EUA caem forte, com mercado temendo possível corte do rating

Após a conclusão das negociações sobre teto da dívida, investidores demonstram apreensão em relação ao desempenho da economia

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários de Wall Street recuam mais de 1%, pressionados pelos temores do mercado em relação aos rumos da economia, em meio às preocupações sobre possíveis cortes do rating, mesmo após o acordo que definiu o limite do endividamento no país. 

Diante disso, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, opera em desvalorização de 1,34% e atinge 1.270 pontos. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, negocia em baixa de 1,27% a 2.710 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 1,06%, chegando a 12.003 pontos. 

Negociações finalizam, mas receio permanece
Na noite da última segunda-feira (1)  os deputados aprovaram na Câmara o projeto que permite o aumento do teto da dívida soberana dos Estados Unidos por 269 votos a 161. Já nesta sessão, a proposta foi aprovada pelo Senado, dando fim às etapas da negociação. No entanto, apesar da aprovação, as agências de classificação de risco S&P, Moody’s e Fitch ainda consideram a possibilidade de cortar o rating do país, fato que mantem o mercado temeroso sobre os rumos da economia no país.

Montadoras refletem balanços corporativos
A GM (-1,85%) anunciou que as  suas vendas subiram 7,8% no trimestre, valor inferior às expectativas dos analistas, que era de 9,9%. Enquanto isso, a Toyota Motor (+0,39%)  registrou seu primeiro prejuízo em dois anos. Segundo a montadora, os terremotos do Japão interferiram na produção e o aumento do iene atingiu a rentabilidade das exportações. 

Bancos recuam
As ações do Barclays desvalorizam 1,39% depois que o banco afirmou que os lucros da companhia caíram um terço. A companhia acrescentou que está cortando cerca de 3.000 empregos este ano. Na véspera, o HSBC (-0,24%) também anunciou o corte de até 30 mil empregos em todo o mundo. Outras companhias do setor financeiro, como Citigroup (-2,34%), JPMorgan (-2,39%) e Bank of America merril Lynch (-1,43%) também seguem em quedas.

Outros destaques corporativos
As ações da Pfizer (-2,79%) recuam após a companhia informar que o seu lucro e vendas vieram menores que as expectativas devido à concorrência com os genéricos. Enquanto isso, os ativos da Archer Daniels Midland (-3,71%) desvalorizam após a companhia afirmar que os ganhos diminuíram devido à forte alta em despesas de imposto de renda. 

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Por fim, os papéis da Coach registram forte queda de 6,34%, depois de a fabricante afirmar que as suas margens diminuíram, por conta do aumento dos custos com mão de obra.

Agenda econômica 
Dando mais ênfase às incertezas sobre o desempenho da economia norte-americana, os dados da véspera do Institute for Suply Management (ISM) mostram que a produção industrial norte-americana caiu em julho, ao pior nível em 24 meses.

Enquanto isso, o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) registrou alta de 0,1% no mês de junho, não superando a estimativa de 0,2% do mercado. Por sua vez, no período analisado, o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, ficou em linha com as expectativas do mercado, ao registrar elevação de 0,1%. Já o Personal Spending, ficou abaixo das projeções. 

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Confira o desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -1,06 12.003 -4,61 +3,68 
 Nasdaq -1,27 2.710 -3,78 +2,14 
 S&P 500 -1,34 1.270 -5,22 +0,96