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SÃO PAULO – Encorajados por mais dados favoráveis sobre o mercado de trabalho, investidores levaram o índice Dow Jones a seu maior patamar desde 1 de dezembro de 2010 nesta sessão. O pregão terminou com o S&P 500 e o Nasdaq com altas superiores a 1%. As tensões políticas na Líbia deixaram o foco do pregão, enquanto o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que o ditador Muammar Khadafi perdeu sua legitimidade e deve deixar o poder.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 1,84% a 2.799 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 1,72% atingindo 1.331 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 1,59% chegando a 12.258 pontos.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | +1,84 |
2.799 | +1,73 |
+5,50 |
| S&P 500 | +1,72 |
1.331 | +1,79 |
+5,83 |
| Dow Jones | +1,59 |
12.258 | +1,81 |
+5,88 |
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou durante entrevista coletiva ao lado do presidente do México, Felipe Calderón, a violência usada contra os manifestantes na Líbia, por conta da qual ambos estão “indignados”. “A violência deve parar. Gaddafi perdeu sua legitimidade para liderar e deve sair”, afirmou o Obama, ao mesmo tempo em que defendeu as aspirações do povo líbio por liberdade, democracia e dignidade.
Agenda
O número de pedidos de auxílio desemprego na última semana abaixo das expectativas do mercado, conforme dados divulgados pelo Departamento de Trabalho. O Initial Claims registrou um total de 368 mil novos pedidos na semana até 26 de fevereiro, enquanto as projeções giravam em torno de 400 mil. Além disso, o indicador mostrou queda frente ao número registrado na semana anterior, criando uma expectativa positiva para o Relatório de Emprego, que será publicado no próximo pregão.
Por sua vez, a prévia da produtividade no mercado de trabalho norte-americano, excluindo o setor agropecuário, avançou 2,6%, número maior do que as estimativas de analistas, que esperavam alta de 2,3%. Vale ressaltar que a última medição já marcara aumento de 2,6%, conforme os dados revisados.
Com desempenho também acima do esperado, o ISM Services ficou em 59,7 pontos na passagem de janeiro e fevereiro, resultado superior às projeções de analistas, que estavam em torno de 59,0 pontos. O número também ficou acima dos 59,4 pontos auferidos na última medição, de acordo com o ISM (Institute for Supply Management).
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Destaques corporativos
Após as fortes nevascas vistas nos Estados Unidos em janeiro, em fevereiro a temperatura aumentou e levou mais consumidores às lojas. As vendas da Limited Brands saltaram 12%, superando a estimativa de 8,5% feita pelos analistas consultados pela Thomson Reuters. Na Saks, os produtos comercializados aumentaram em 15,3% no mês, superando a estimativa de consenso de 4,9% por uma larga margem. As ações de ambas as companhias avançaram 0,72% e 3,84%, respectivamente.
Na véspera, o CEO (Chief Executive Officer) da Apple, Steve Jobs, ensaiou um breve retorno para a apresentação no Ipad 2. Impulsionadas pelas impressões positivas do mercado com o novo tablet, as ações da empresa registraram alta de 2,11%.
As ações da News Corporation, grupo de mídia responsável por gigantes como a rede Fox, subiram 1,61%, após a empresa ter recebido a aprovação do governo inglês para a aquisição da Global Defense Technology & Systems, cujos papéis dispararam 50,81%.
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Taxa de juros pode subir na Europa
O presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, sinalizou nesta quinta-feira que a taxa de juro pode sofrer aumento na próxima reunião da autoridade monetária. “Não digo que vai acontecer, mas é uma possibilidade”, disse Trichet.
Ele lembrou que já tinha apontado para os riscos do aumento da inflação, que agora passam a se materializarem. Embora não tenha revelado a magnitude da possível alta, Trichet disse que esta não será o início de uma série de alterações na taxa.