Bolsas dos EUA abrem em queda, pressionadas por receios com a Europa

Velho Continente traz principais vetores do mau humor: decepção com indústria alemã e acusação de fraudes nos testes de estresse

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SÃO PAULO – Os índices de referência das bolsas dos EUA abriram o pregão em baixa nesta terça-feira (7), após denúncia de fraude nos testes de estresse com bancos europeus e de números preocupantes da indústria alemã. Cabe lembrar que na véspera os mercados norte-americanos permaneceram fechados devido ao Dia do Trabalho.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta desvalorização de 0,98% e atinge 1.094 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, abre em baixa de 0,76% a 10.368 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 0,69%, chegando a 2.218 pontos.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nasdaq -0,69 2.218 -3,06 -2,24 
 Dow Jones -0,76 10.368 -2,68 -0,57 
 S&P 500 -0,98 1.094 -2,49 -1,92 

Questão fiscal volta à tona
De acordo com matéria publicada pelo Wall Street Journal, os bancos do continente europeu, especificamente os franceses mas também o
britânico Barclays, preencheram os formulários dos testes de estresse de maneira escusa, omitindo grande parcela de sua exposição à dívida pública grega, espanhola e portuguesa.

As alegações somam-se às declarações de Andrew Bosomworth, gestor da Pimco, para quem a Grécia encara risco “substancial” de default depois do fim do programa de socorro da União Europeia à sua economia, que acontece em três anos, deflagrando a volta dos iintensos receios quanto à frágil posição fiscal enfrentada pela Europa.

Alemanha pesa
Além disso, os indicadores publicados no Velho Continente recebem especial atenção neste pregão devido à agenda doméstica vazia. Segundo números do Ministério da Economia alemão, ao longo do mês de julho houve uma queda inesperada das encomendas às fábricas do país, de 2,2%, contrariando as previsões, as quais sugeriam um crescimento de 0,5%. Em junho, o índice registrou alta de 3,2%.

US$ 50 bilhões
No cenário local, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na segunda-feira (6) seu plano de US$ 50 bilhões em investimentos para melhorar as condições da infraestrutura de transporte no país, ajudando em consequência a amenizar a situação deteriorada do mercado de trabalho norte-americano.

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Obama afirmou que o programa deverá ter duração de seis anos, sendo que um fundo será criado com no mínimo US$ 50 bilhões disponíveis para investimento, os quais serão destinados ao conserto de estradas, rodovias, ferrovias, assim como para a modernização do sistema de controle do tráfego aéreo.

“Tudo isso não apenas deverá criar empregos agora, como também será útil para a economia se sustentar no longo prazo”, disse Obama. “É um plano no qual a história nos confirma que pode e deve atrair apoio de outros partidos (políticos, visto que novas eleições para cargos do Congresso dos EUA estão se aproximando)”, completou o presidente.

Cena corporativa
Sensíveis a situação da economia global, os papéis dos bancos são destaque negativo da abertura. Neste sentido, os ADRs (American Depositary Receipts) do Santander recuam 3,3%, enquanto Bank of America, Barclays e Citigroup tombam 1,7%, 5,5% e 1,8%, nessa ordem. Cabe dizer ainda que o Barclays anunciou Robert Diamond como seu novo CEO.

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Na ponta positiva, destaque para a Oracle, que vê seus papéis avançarem 6,3% depois de a companhia ter nomeado Mark Hurd, ex-CEO da HP, como um de seus presidentes.