Bolsas dos EUA abrem em queda, após dados de desemprego

Pedidos de auxílio-desemprego somaram 462 mil na semana passada, um pouco acima das expectativas de 460 mil

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SÃO PAULO – Os mercados acionários dos Estados Unidos abrem em queda nesta quinta-feira, após relatório ter mostrado que o número de pedidos de auxílio-desemprego no país foi maior que o esperado na última semana.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Dow Jones -0,30 10.536 +4,75 +1,04 
 S&P 500 -0,35 1.142 +6,64 +2,37 
 Nasdaq -0,42 2.349 +9,21 +3,52 

O Departamento de Trabalho informou que o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA somou 462 mil na semana encerrada em 6 de março, desempenho um pouco acima das expectativas, que giravam em torno de 460 mil. O indicador ficou abaixo do número da semana anterior, revisado para 469 mil solicitações, ante 468 mil.

Balança comercial
Por outro lado, o Departamento de Comércio divulgou que o déficit comercial norte-americano foi menor que o esperado pelos analistas, passando para US$ 37,3 bilhões em janeiro, nos dados revisados, ante US$ 39,9 bilhões. As previsões eram de um saldo negativo de US$ 41 bilhões.

Investimentos
A Exxon Mobil anunciou que planeja gastar em torno de US$ 27 bilhões em projetos durante 2010. Em 2009, a empresa gastou US$ 26 bilhões. As ações da empresa operam perto da estabilidade.

A British Petroleum concordou em comprar os ativos da Devon Energy no Brasil, Azerbaijão e Golfo do México por US$ 7 bilhões. Os papéis da Devon Energy sobem 1,2%.

Venda de ativos
A pressão para que o Bank of America comece a vender parte de seus ativos tem aumentado, enquanto o governo norte-americano questiona seu posicionamento em relação às instituições “too big to fail” (do inglês, grandes demais para falir), que, assim como o banco, receberam ajuda financeira durante a crise de 2008. Os ativos do Bank of America avançam perto de 1%.

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Em Taiwan, a AIG é alvo de investigação, por conta do acordo de venda de uma unidade da seguradora norte-americana por US$ 2,2 bilhões de dólares. A suspeita é de que os compradores estejam respaldados por dinheiro chinês, o que não é permitido pelo setor financeiro da ilha. A decisão deve sair até o fim de junho.

Recentemente, a seguradora norte-americana já fechou outros dois acordos de venda de negócios, visando pagar o empréstimo de US$ 182,3 bilhões de dólares que tomou do governo dos Estados Unidos durante a crise. As ações da companhia sobem quase 3%.

À procura da saída
Na China, a divulgação de um índice de inflação maior que o esperado disseminou cautela pelos mercados acionários ao redor do mundo nesta sessão, em meio às crescentes preocupações a respeito das estratégias de saída dos estímulos injetados durante a crise para reaquecer as economias globais.

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O CPI (Consumer Price Index) do país subiu 2,7% em fevereiro, na base anual, atingindo a maior variação positiva em 16 meses. A medição veio acima do esperado por analistas e está próxima da meta oficial do governo para este ano, na casa de 3%.

Perspectivas
O CEO do Citigroup, Vikram Pandit, deve elevar a perspectiva de lucro para a instituição em evento de que participará em Nova York nesta sessão, segundo reportagem divulgada pelo Financial Times. O retorno anual estimado deve ser de 1,25% ou mais. Os ativos do banco valorizam-se em 1,52%.

A Motorola fechou acordo com a Microsoft para inserir sistemas de busca e mapeamento Bing nos celulares da empresa, que utilizam atualmente o sistema operacional Android, da Google. As ações da Microsoft operam estáveis, enquanto as da Motorola sobem 0,3%.