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SÃO PAULO – Chile, Colômbia e Peru acertaram um acordo para integrar os mercados acionários ao final deste ano, com a intenção de aumentar o volume e atrair potenciais investidores internacionais. De acordo com o CEO (Chief Executive Officer) da Bolsa de Santiago, José Antonio Martinez, uma plataforma de negociação irá interligar as bolsas em novembro.
Numa segunda fase, os três países poderiam estabelecer um mercado comum, que ultrapassaria o México em termos de valor de mercado e diminuiria a diferença em relação ao Brasil. Além disso, existe também a perspectiva de que outros ativos possam ser incorporados nesta segunda fase, como títulos, por exemplo.
“Ao alargar a estrutura e facilitar o acesso ao mercado, veremos um aumento da participação”, disse Martinez em entrevista na própria bolsa nesta quinta-feira (27). As três agências regulatórias de cada nação iniciaram os trabalhos para estabelecer regras que normatizem os negócios.
Valor de mercado
Martinez ainda disse que é provável que Chile e México iniciem um acordo para incentivar as negociações entre os dois países. Já para o Brasil, é possível que um acordo similar seja negociado nas próximas semanas, disse.
O valor combinado de mercado das empresas com capital aberto do Chile, da Colômbia e do Peru é de US$ 438 bilhões, acima do México, que é de US$ 358 bilhões, mas ainda distante do Brasil, com US$ 1,06 trilhão.