Bolsas de países emergentes poderão dobrar seus níveis, diz Merrill Lynch

Para analistas, recentes medidas de política monetária tendem a ajudar na recuperação dos mercados periféricos

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SÃO PAULO – Para os analistas da Merrill Lynch, o nível das bolsas de valores dos países emergentes, calculado pelo indicador MSCI EM (Morgan Stanley Capital Internacional Emerging Markets), poderá dobrar frente aos números da última segunda-feira (27) e talvez até reconquistar sua posição pré-falência do Lehman Brothers, que foi o principal catalisador da queda vertical nas bolsas do mundo inteiro.

A equipe de research destaca o balanço contábil do Federal Reserve, que pulou de US$ 900 bilhões para US$ 1,8 trilhão. Isto sem contar os US$ 120 bilhões aplicados nas linhas de swap com os mercados emergentes.

Boas perspectivas

Somado a isto, a instituição destaca que a verificação de taxas interbancárias em menores níveis coopera para o descongelamento dos empréstimos entre os bancos, além de que o corte nas taxas de juro de 23 países diferentes – somente em outubro – que inclui medidas de EUA e China, ajudam a alimentar as boas perspectivas para as bolsas de emergentes.