Bolsas de NY sobem com S&P 500 e Nasdaq em alta após CPI

Mercado reage a dados de inflação e mantém otimismo com possível flexibilização monetária nos EUA

Estadão Conteúdo

Operadores na bolsa de Nova York
15/07/2025. REUTERS/Jeenah Moon/File Photo
Operadores na bolsa de Nova York 15/07/2025. REUTERS/Jeenah Moon/File Photo

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As bolsas de Nova York fecharam nesta terça-feira (12) em alta superior a 1%, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando recordes, após o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA apresentar variação mensal dentro do esperado e ligeiramente abaixo do previsto na comparação anual. O resultado reforçou a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) cortará os juros nas próximas reuniões.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,10%, aos 44.458,61 pontos. O S&P 500 avançou 1,13%, aos 6.445,76 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 1,39%, aos 21.681,90 pontos.

O CPI dos EUA subiu 0,2% em julho e, na comparação anual, avançou 2,7%, repetindo a variação de junho. O índice VIX, conhecido como “termômetro do medo” em Wall Street, caiu 8,80%, atingindo o menor nível desde janeiro.

Perto do fechamento das bolsas, a ferramenta de monitoramento do CME Group indicava 94,4% de chances consolidadas de um corte de 25 pontos-base (pb) pelo Fed em setembro. As apostas para um corte acumulado de 75 pb até dezembro também eram majoritárias, a 49,3%.

Entre dirigentes, o presidente do Fed de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou que manter uma postura de política monetária modestamente restritiva continua apropriado por enquanto. Já Tom Barkin, do Fed de Richmond, destacou que o banco central está bem posicionado para ajustar a política conforme necessário.

Todos os 11 segmentos que compõem o S&P 500 operaram em alta, com destaque para os setores de tecnologia e financeiro. A Intel teve ganho de 5,62%, após o presidente dos EUA, Donald Trump, relatar uma reunião “muito interessante” com o CEO da empresa, Lip-Bu Tan. A Nvidia avançou 0,58%, apesar de a China ter instado empresas locais a evitarem o uso dos chips H20 da companhia.

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Entre os bancos, JPMorgan subiu 1,14% e Goldman Sachs, 3,36%.

Os papéis das companhias aéreas dispararam, com United Airlines (+10,23%) e Delta Air Lines (+9,23%) liderando os ganhos, impulsionados pela reação ao aumento das passagens aéreas refletido no CPI.