Bolsas de NY caem e Dow Jones entra em correção com preocupações inflacionárias

Ambiente é de maior aversão a risco após novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que elevaram os preços do petróleo e reforçaram as preocupações com preços

Estadão Conteúdo

Painel com o índice Dow Jones na Bolsa de Valores de Nova York  (Foto:: Andrew Kelly/Reuters)
Painel com o índice Dow Jones na Bolsa de Valores de Nova York (Foto:: Andrew Kelly/Reuters)

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As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, 27, e também acumularam perdas na semana. O Dow Jones entrou em território de correção, em um ambiente de maior aversão a risco após novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que elevaram os preços do petróleo e reforçaram as preocupações com a inflação.

O Dow Jones fechou em baixa de 1,73%, aos 45.166,64 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 1,67%, aos 6.368,85 pontos, e o Nasdaq encerrou com recuo de 2,15%, aos 20.948,36 pontos.

Na semana, o Dow caiu 0,9%, o S&P 500 perdeu 2,2% e o Nasdaq cedeu 3,3%. Segundo a CNBC, esta é a sexta semana consecutiva de perdas.

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As ações de tecnologia figuraram entre os principais destaques negativos do pregão, pressionadas por temores de juros mais altos e pela alta da inflação, em meio à continuidade do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. O Nasdaq já havia entrado em território de correção na sessão anterior.

As ações da Nvidia (-2,2%), Amazon (-3,95%) e Tesla (-2,8%) recuaram. A Meta (-4%) também estendeu as perdas da véspera, na esteira de um revés judicial contra a empresa relacionada ao vício em redes sociais.

Para o analista Elior Manier, da Oanda, a causa da queda em cascata dos ativos é a disparada nos preços do petróleo, com o Brent voltando a se aproximar do patamar de US$ 110 por barril.

Ataques israelenses atingiram nesta sexta um complexo nuclear de água pesada do Irã, além de outros bombardeios em usinas de aço. O país persa prometeu retaliação e alertou para ataques a siderúrgicas em Israel e outros países da região.

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, criticou a agressão dos EUA e de Israel e disse que as ações contradizem as declarações de negociações anunciadas pelo presidente americano Donald Trump.

Na agenda doméstica, dirigentes do Federal Reserve (Fed) voltaram a alertar para o aumento da inflação e seu impacto na política monetária. Anna Paulson, do Fed da Filadélfia, disse que a alta de preços a deixa “apreensiva”, enquanto Thomas Barkin, de Richmond, afirmou que a “neblina” econômica se intensificou.

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Em dados, o índice de confiança ao consumidor da Universidade de Michigan caiu abaixo das previsões em março, enquanto as expectativas de inflação aumentaram gradualmente devido a preocupações com o impacto da guerra com o Irã.