Bolsas da Europa sobem com confiança alemã, mas Espanha recua

Vitória do governo de situação em Andaluzia sem maioria absoluta trouxe dúvida quanto à política fiscal espanhola

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SÃO PAULO – A melhora na confiança das empresas na economia da Alemanha garantiu um viés positivo e os principais índices de ações da Europa terminaram o pregão desta segunda-feira (26) em alta, apesar da Espanha refletir negativamente a eleição regional de Andaluzia, na qual o partido da situação no âmbito federal conseguiu uma vitória apertada.

Enquanto o benchmark FTSE 100, que acompanha as negociações da bolsa de Londres, subiu 0,82%, para 5.903 pontos, o DAX 30, de Frankfurt, avançou 1,20%, até 7.079 pontos, e o CAC 40, da bolsa de Paris, encerrou em alta de 0,74%, a 3.502 pontos, o índice Ibex 35, de Madri, caiu 0,69%, atingindo os 8.225 pontos.

Indicadores mistos
Pela manhã, o instituto Ifo divulgou seu índice de confiança das empresas para a economia alemã, demonstrando uma leve alta. A taxa foi de 109,8 pontos em março, contra um patamar de 109,7 pontos no mês anterior. O Société Générale destacou o desempenho do varejo, demonstrando um equilíbrio na recuperação do país, com a redução da dependência de exportações.

Por outro lado, o mercado penaliza a bolsa espanhola depois que o partido do primeiro-ministro Mariano Rajoy falhou em conseguir uma maioria absoluta nas eleições da Andaluzia. O governo tenta ampliar seu poder para conseguir a aprovação das medidas de austeridade exigidas para melhorar sua situação fiscal. Durante o pregão, Mario Monti, premiê italiano, demonstrou preocupações quanto a um contágio vindo da Espanha.

Discurso de Bernanke
Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse que vai continuar com o afrouxamento da política monetária para sustentar o crescimento norte-americano. Apesar disso, ele voltou a se mostrar pessimista com o mercado de trabalho, dizendo que a atividade precisa se acelerar para que as melhoras não sejam apenas para anular as perdas da recessão.

Do outro lado, a NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA, na sigla em inglês) mostrou que o volume de contratos para venda de casas recuaram 0,5% em fevereiro. Uma compilação de prévias feita pelo portal Briefing indicava alta de 0,5%.

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Destaques de ações
Em Londres, petrolíferas foram beneficiadas com descobertas de reservas e a alta do preço dos barris de petróleo. As ações da Tullow Oil, por exemplo, avançaram 6,59% após a empresa achar indícios no Quênia, enquanto as do BG Group subiram 1,81% com novidades positivas de sua exploração na Tanzânia.

Já na bolsa de Madri os destaques foram negativos. Entre as principais quedas, figuraram os papéis do BBVA, que recuaram 1,41%, e ativos relacionados à construção local, como os da Sacyr Vallehermoso, que caíram 2,26% ao fim da sessão.

Mercado secundário da dívida
O cenário de busca mais acentuada por ativos com prêmio de risco baixou os yields das notas soberanas no mercado secundário. França (2,94% ante 2,95%), Itália (5,03% frente a 5,04%), Portugal (12,22% versus 12,58%) e até Espanha (5,33% face a 5,37%), apesar da desconfiança quanto à política fiscal, pagaram menos. Já Alemanha (1,95% em relação a 1,86%) e Grécia (20,25% contra 20,10%) viram os rendimentos subirem.