Bolsas da Europa interrompem série de quatro altas com EUA e Grécia

Impasse com elevação do teto da dívida norte-americana e rebaixamento do rating grego pela Moody's pressiona os mercados

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SÃO PAULO – Os mercados acionários da Europa interromperam uma série de quatro altas nesta segunda-feira (25), depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e o Congresso não conseguirem chegar a um acordo para elevar a dívida do país, aumentando as preocupações de um possível default na maior economia do mundo.

Obama se reuniu com a cúpula democrata do Senado e da Câmara norte-americana na noite de domingo para discutir o assunto, mas o encontro não trouxe definições. Assim, o receio do mercado cresce à medida que se aproxima o prazo de 2 de agosto para a elevação do teto do endividamento.

Grécia de volta à cena
Após o alívio com a aprovação do segundo pacote de ajuda financeira, a situação da Grécia volta a pressionar os mercados nesta jornada. Mais cedo, a agência de classificação de risco Moody’s cortou o rating soberano do país de Caa1 para Ca, com perspectiva em desenvolvimento. 

De acordo com nota, as propostas anunciadas para reestruturação da dívida e apoio financeiro da União Europeia implicarão perdas “substanciais” a credores privados, o que teria justificado a mudança de nível.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 DAX 30 -0,09 7.319 +2,78 +5,86 
 FTSE 100 -0,10 5.929 +4,06 +0,49 
 CAC 40 -0,11 3.839 +1,42 +0,89 
 SMI -0,05 6.029 +0,52 -6,33 
 IBEX 35 -1,11 9.948 +1,37 +0,90 
 FTSE MIB -1,28 19.211 +0,30 -4,77 

Bancos caem
Com esse novo capítulo da “novela grega”, o setor bancário tem um novo dia de perdas nas bolsas do velho continente. Em Londres, as ações do Barclays perdem 3,59%, as do LLoyds descem 3,41%, e as do RBS recuam 1,79%.

No pregão francês, os papéis do Crédit Agricole cedem 3,88%%, e os do Société Générale devolvem 3,26%. Na Itália, os ativos do UniCredit desvalorizam 2,88%, e os do Intesa Sanpaolo caem 5,14%. Na Alemanha, as ações do Commerzbank registram queda de 2,16%

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Outros destaques
Na Holanda, os papéis da maior companhia aérea da Europa, a Ryanair Holdings deslizam 2,08%, após a companhia relatar um lucro de € 139,30 milhões no primeiro trimestre fiscal, abaixo das estimativas de ganhos de € 156,8 milhões.

No sentido contrário, as ações do Banco da Irlanda disparam 8,91%. O governo conseguiu que os investidores recomprassem até € 1,1 bilhão da sua participação detida no maior banco do país, o único que não tinha sido nacionalizado.