Bolsas da Europa fecham sem coesão, de olho no Irã e na espera por decisão do BCE

Os índices europeus oscilaram em dia de alívio no petróleo e perdas em commodities, enquanto investidores aguardam a decisão sobre os juros na próxima quinta-feira

Estadão Conteúdo

Crédito: Reuters
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As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta terça-feira, 9, enquanto investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio antes da decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) de quinta-feira, dia 11. Londres foi particularmente pressionada por perdas de petrolíferas e mineradoras.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 1,41%, a 10.227,33 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,80%, a 24.418,07 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,05%, a 8.203,43 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,11%, a 50.262,76 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,25%, a 18.178,33 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,32%, a 8.902,89 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer que o fechamento de um acordo com o Irã está próximo, trazendo alívio para os preços do petróleo nesta terça-feira. O setor de energia do índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,23%.

Em Londres, a Shell cedeu 1,74% e a BP caiu 2,57%. Mineradoras, como a Glencore (-3,90%) e a Fresnillo (-3,61%), também tiveram fortes perdas, em linha com metais. Já a farmacêutica GSK cedeu 0,20% depois de acertar a compra da Nuvalent – desenvolvedora americana de medicamentos contra o câncer – por US$ 10,6 bilhões, reforçando a estratégia de expandir sua atuação em oncologia.

Em Milão, o banco Monte dei Paschi di Siena subiu 3,15% e o Intesa e o BPM avançaram 1,23% e 1,73%, respectivamente, em semana marcada por competição entre os dois últimos para aquisição do credor italiano.

Na agenda de indicadores europeus, a produção industrial alemã decepcionou ao registrar alta menor do que a esperada em abril.

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Embora um aumento da taxa de juros pelo BCE nesta semana já esteja totalmente precificado, a presidente da instituição, Christine Lagarde, terá que fazer um equilíbrio delicado durante a coletiva de imprensa para apresentar esse aperto monetário como um “aumento moderado”, afirma Mabrouk Chetouane, da Natixis IM. Segundo ele, o Conselho do BCE aumentará os juros para estabelecer sua credibilidade e demonstrar sua capacidade de resposta.