Bolsas da Europa fecham majoritariamente em queda com balanços e NY

Setor de luxo avança com resultados da Kering enquanto a petroleira britânica recua 6% em Londres em meio a lucro abaixo do esperado e incertezas políticas locais

Estadão Conteúdo

Crédito: Reuters
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As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta terça-feira, 10, após uma nova bateria de balanços de empresas importantes do continente e com investidores acompanhando a volatilidade em Wall Street. O setor de luxo teve destaque positivo, embalado pelo balanço da Kering, enquanto o balanço da BP pesou negativamente sobre o FTSE 100 em Londres.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,31%, a 10.353,84 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,4%, a 18.122,10 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,12%, a 24.985,82 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,06%, a 8.327,88 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,04%, a 46.802,99 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 0,42%, a 8.953,35 pontos. As cotações são preliminares.

As ações da BP caíram 6,3% em Londres, após a empresa anunciar lucro abaixo das previsões no quarto trimestre e que suspenderia seu programa de recompra de ações. O balanço fraco da petroleira britânica se alia à agitação política no Reino Unido. Para analistas do ING, parece pouco provável que o prêmio de risco político diminua em breve. “A situação do primeiro-ministro Keir Starmer está em xeque, mas encontrar um substituto óbvio também não será uma tarefa fácil”, afirmam.

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Em contrapartida, as ações das empresas de luxo europeias subiram após a Kering (+10,2%), proprietária da Gucci e de outras marcas de alto padrão, superar previsões em balanço e anunciar planos de retomar o crescimento este ano. A LVMH subiu 0,6%, Hermes teve alta de 2,85% e a Moncler avançou 2,08%.

Na mesma linha, a Phillips também divulgou lucros e guidance melhores do que esperado, levando suas ações a saltarem 12%.

O Deutsche Bank informou que o mercado europeu deve seguir uma tendência de alta à medida que subiram ligeiramente as chances de outro corte de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) este ano, de 22% para 29%.

Nesta sessão, investidores europeu também ponderaram a volatilidade das bolsas de Nova York, conforme esperam dados de emprego e inflação dos EUA em busca de sinais sobre a política do monetária do Federal Reserve (Fed).