Bolsas da Europa fecham em alta, apoiadas por balanços e petróleo, antes de BCE

Ganhos em commodities e resultados corporativos sustentaram os índices, enquanto mercados aguardam a decisão sobre juros do Banco Central Europeu

Estadão Conteúdo

Crédito: Reuters
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As bolsas europeias fecharam em alta robusta nesta quarta-feira, 22, apoiadas por balanços corporativos e o bom desempenho de ações ligadas à mineração e petróleo, refletindo a alta das commodities. Investidores também ponderaram os desdobramentos no Oriente Médio antes da decisão desta quinta-feira, 23, de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,24%, a 10.716,97 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,65%, a 25.174,10 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,89%, a 8.437,89 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,97%, a 52.792,04 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,98%, a 19.569,62 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,16%, a 9.277,62 pontos. As cotações são preliminares.

Os balanços corporativos das espanholas Santander (+1,63%) e Iberdrola (-0,40%) ditaram os rumos para a Bolsa de Madri nesta quarta-feira. A confirmação do Santander de que está no caminho para cumprir seu guidance é o principal ponto positivo, apesar de fraqueza no Brasil, diz o UBS. A Airbus saltou quase 7% em Paris ao projetar um lucro operacional de pelo menos 12 bilhões de euros em 2029.

O subíndice europeu de petróleo e gás avançou 0,86% em meio ao choque energético provocado pelos ataques entre os Estados Unidos e o Irã. As britânicas BP e Shell ganharam 2% e 1,35%, respectivamente, enquanto a francesa TotalEnergies subiu 2,03%. Outro destaque positivo era o setor de mineração (+0,65%) diante da força dos preços do ouro.

O setor de tecnologia, por outro lado, caiu 1,16%, pausando o rali antes dos principais resultados financeiros de big techs americanas.

No radar macroeconômico, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) do Reino Unido desacelerou abaixo do esperado em junho, mas, segundo o ING, o alívio dos preços enfraquece o argumento para eventuais altas de juros pelo Banco da Inglaterra (BoE). O Goldman Sachs espera que o BCE mantenha as taxas inalteradas amanhã e realize um último aperto monetário na reunião de setembro.