Bolsas da Europa e da Ásia sobem com resultados nos EUA e ajuda à Grécia

Resultado da Alcoa melhor do que o esperado anima mercados e impulsiona mineradoras; por outro lado, dados da China ainda preocupam

Publicidade

SÃO PAULO – As bolsas europeias e asiáticas registram alta na manhã desta terça-feira (9), em que o mercado acionário brasileiro não fechará por conta do feriado em São Paulo. 

Na Europa, os principais índices acionários concentram-se no positivo. Em destaque, está o londrino FTSE 100, cuja alta está em torno de 0,8%, enquanto o alemão DAX 30 mostra a alta mais significativa (+0,91%). O índice francês, CAC 40, registra ganhos de 0,58%. Já os índices e Portugal e da Espanha oscilam perto da estabilidade. 

Eles são impulsionados pela notícia de que os ministros das finanças da zona do euro aprovaram um desembolso de uma parcela de ajuda da Grécia. Além disso, a abertura da temporada de resultados do segundo trimestre nos Estados Unidos, com os números da empresa líder na produção de alumínio Alcoa superando as expectativas do mercado, também animou o mercado, impulsionando as ações de empresas mineradoras. 

Na véspera, os ministros das finanças que compõem o chamado Eurogrupo se reúniram em Bruxelas e concederam 6,8 bilhões de euros de ajuda. Contudo, o dinheiro será concedido em parcelas, de forma que os credores internacionais continuem pressionando a Grécia a continuar fazendo reformas. Os ministros devem voltar a se reunir nesta data. 

Nesta sessão, destaque ainda para os dados de produção industrial e do saldo comercial do Reino Unido. O principal índice registrou que a indústria parou de crescer em maio frente ao mês anterior; já as contratações nas fábricas em seu ritmo mais rápido desde janeiro, dando sinais de que a economia está se acelerando.

A produção no setor industrial – que responde por cerca de 15 por cento da economia britânica – ficou estável na comparação com abril, abaixo da expectativa de alta de 0,2 por cento, informou o Escritório Nacional de Estatísticas.  Frente ao mesmo período do ano passado, a produção caiu 2,3%.

Continua depois da publicidade

Já o déficit comercial cresceu em atingindo o maior nível em seis meses. O déficit comercial ajustado no Reino Unido ficou em 8,491 bilhões de libras em maio, ante 8,43 bilhões de libras no mês anterior. 

Ainda nesta sessão, a expectativa fica para a divulgação do “World Economic Outlook”, com as projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) para a economia global. A diretora-gerente da instituição, Chrsitine Lagarde, havia sugerido no fim de semana que a FMI poderia cortar as previsões de crescimento global. 

Ásia: temporada de balanços nos EUA anima, mas China preocupa
As ações asiáticas encerraram o pregão de terça-feira em alta, impulsionadas por um bom início de temporada de balanços nos Estados Unidos. 

Continua depois da publicidade

O índice Nikkei, da bolsa do Japão, encerrou em alta de 2,6 por cento, próximo de uma máxima de seis semanas, com as notícias dos EUA ajudando a levar a moeda japonesa para abaixo de 101 ienes o dólar. Em Hong Kong houve alta de 0,49%, enquanto na bolsa de Xangai, os ganhos foram de 0,37%.

Em Xangai, o índice chegou a oscilar entre perdas e ganhos após a inflação ao consumidor chinês acelerar para 2,7% em junho, ante expectativa de alta de 2,5% previstas pelos economistas e alta de 2,1% em maio. Por outro lado, o excesso de capacidade levou os preços ao produtor registrarem queda.

Autor avatar
Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.