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SÃO PAULO – Os principais índices de ações europeus operam em queda nesta sexta-feira (11), com a situação no Egito mais uma vez ganhando destaque entre os investidores, depois de algum tempo em segundo plano, e também continuando com a temporada de resultados corporativos. Mercado também repercute crise da dívida e indicadores.
O índice CAC 40 da bolsa de Paris se destaca, caindo 0,55% e atingindo 4.073 pontos. Já o FTSE 100 da bolsa de Londres opera com leve baixa de 0,28% chegando a 6.003 pontos, enquanto o DAX 30 da bolsa de Frankfurt desvaloriza-se 0,25% a 7.322 pontos.
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| DAX 30 | -0,25 |
7.322 | +3,58 |
+5,90 |
| FTSE 100 | -0,28 |
6.003 | -0,79 |
+1,74 |
| CAC 40 | -0,55 |
4.073 | +3,23 |
+7,04 |
| SMI | +0,01 |
6.613 | -0,02 |
+2,74 |
| FTSE MIB | -0,31 |
22.526 | +6,68 |
+11,66 |
Indicadores
Na agenda de indicadores deste pregão, números sobre a inflação em janeiro na Alemanha e no Reino Unido. Na maior economia do velho continente, mais cedo foi divulgado o índice de preços ao consumidor do primeiro mês do ano, que registrou uma deflação de 0,4% na passagem mensal. Já na comparação anual, o índice de preços ao consumidor alemão aponta inflação de 2,0%.
No Reino Unido, após o BoE (Banco da Inglaterra) decidir continuar com o juros básico em 0,5% ao ano e também com o programa de estímulo econômico via compra de ativos no valor de £ 200 bilhões, será divulgado o PPI (Producer Price Index) de janeiro, índice que mede a variação dos preços ao produtor.
Egito
Após a frustração da grande expectativa gerada na véspera com o discurso do presidente egípcio Hosni Mubarak, dados os boatos de que seria anunciada a renúncia dele, os investidores ficam atentos ao desenrolar da crise política naquele país.
Segundo o economista Paul Donovan, do UBS, “os eventos no Egito são provavelmente o ponto principal do noticiário, e podem trazer algum movimento de baixa para os mercados financeiros”. Donovan acrescenta que o próximo fator principal deverá ser uma declaração das Forças Armadas egípcias, com “qualquer sinal de divisão entre os militares podendo ser tomado de maneira negativa para os ativos de risco”.
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Um dos setores mais preocupados com os problemas na região é o petrolífero. Em Londres, as ações da Shell operam em queda de 0,63%, acompanhadas pelos papéis da BP, que caem 0,68%. Em Paris, as ações da Total também operam no campo negativo, com queda de 0,49%.
Portugal e Espanha
Outro assunto na pauta do mercado é a crise fiscal européia, que ganhou destaque na véspera com notícias dando conta de que o BCE (Banco Central Europeu) voltou a comprar títulos de Portugal e reacendeu o alerta referente a este país e a também a Espanha.
O temor de que a crise atinja os países ibéricos fez com que as bolsas tivessem desempenho negativo na véspera. Nesta sexta-feira, o principal índice de ações espanhol, o IBEX 35, opera com queda de 0,39%, enquanto que em Lisboa, o índice PSI 20 tem alta de 0,11%, impulsionado pela alta das ações da petrolífera Galp.
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Novos resultados
Os investidores também seguem avaliando os números reportados pelas empresas. As ações da L’Oreal caem 4,92% em Paris após revelar que obteve um lucro operacional no ano passado menor do que era esperado pelo mercado.
Por outro lado, ainda em Paris, os papéis da Michelin avançam 1,16% depois que a fabricante de pneus reportou uma recuperação nos seus ganhos.