Bolsas da América Latina sobem forte com corte de juros do FED

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam em forte alta nesta quarta-feira, influenciadas pelo desempenho positivo dos índices norte-americanos, impulsionados pela redução da taxa de juros norte-americana. Hoje, o FED anunciou a redução da taxa básica de juros de 6,5% para 6,0% ao ano. Às 15h46 de Nova York, o Nasdaq Composite apresentava a forte alta de 13,60%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P 500 registravam variações positivas de 2,99% e 4,89%, respectivamente.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires encerrou o pregão em alta de 7,21%.
A redução da taxa básica de juros dos Estados Unidos influenciou positivamente a Argentina, já que a política monetária do país é atrelada à dos EUA devido à paridade entre o peso argentino e o dólar. Para vários analistas, a medida do FED irá impulsionar a economia argentina, através da diminuição os custos de empréstimos e aumento da competitividade dos produtos agrícolas argentinos no mercado internacional.
O Ministério da Economia anunciou que arrecadação fiscal da Argentina em 2000 registrou um aumento de 3,1%, em relação ao ano de 1999. Em dezembro, o país arrecadou US$ 3,93 bilhões, apresentando um crescimento de 1,3% em relação ao último mês do ano de 1999. Nesta quarta-feira, o secretário da Fazenda, Mario Vicens, declarou que suas expectativas eram maiores para a arrecadação de dezembro, mas ficou bastante satisfeito com o resultado anual.
Os destaques de alta da bolsa argentina ficaram para as ações da Telefônica (+9,42%), do Grupo Financiero Galicia (+9,33%), da siderúrgica Siderca (+9,28%) e da Juan Minetti (+8,28%). Contrariando a tendência da bolsa, as únicas quedas entre os componentes do índice Merval ficaram para a Astra Compania Argentina de Petroleo (-1,08%) e para a Atanor Industria Química (-1,11%).

O índice IPC da Bolsa Mexicana fechou em alta de 5,38%, após a divulgação da decisão do FED. Investidores mexicanos estavam preocupados com a possível desaceleração da economia norte-americana, já que o Estados Unidos é o maior parceiro comercial do México, e o corte da taxa de juros modificou esta situação, impulsionando o mercado mexicano.

Hoje, o Grupo Financiero BBVA Bancomer , maior conglomerado financeiro do México, divulgou os resultados de uma pesquisa sobre crédito financeiro. A pesquisa concluiu que a carência de fontes de financiamento no país, principalmente para o setor produtivo, levou as empresas mexicanas a obterem empréstimos no mercado externo, opção que só pode ser realizada por empresas de grande porte. Segundo a pesquisa, cerca de 95% da planta produtiva nacional é formada por empresas de pequeno e médio porte, que não têm acesso aos financiamentos externos.

As maiores altas entre os componentes do índice IPC ficaram para as ações da construtora Corporacion Geo (+13,23%), do Grupo Televisa (+10,14%), do varejista Wal Mart (+8,05%) e do Grupo Carso (+7,30%). Por outro lado, os destaques de queda ficaram para as ações do Grupo Modelo (-3,21%), das Industrias Penoles (-1,59%) e da TAMSA (-1,14%).

O índice ISBVL da Bolsa de Lima fechou em ligeira alta de 0,50%, apesar da divulgação do possível adiamento das eleições presidenciais, que estavam previstas para ocorrer em abril. A ONPE, Agência Nacional de Processos Eleitorais, anunciou a eventual necessidade de atraso das eleições alegando a falta de tempo para corrigir problemas nas áreas de informática, organização, assessoria jurídica e educação eleitoral. Segundo o jornal El Comercio, os principais grupos políticos peruanos são contra o adiamento das eleições. Funcionários da ONPE estão trabalhando para verificar a viabilidade das eleições, mas a agência ainda não tomou uma decisão final.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa +7,61%
Venezuela IBVC-0,23%
Colômbia IBB -0,91%
Chile IPSA+0,55%

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