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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta terça-feira (9), assim como os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro recuam, favorecendo o dólar, que se valoriza frente às principais divisas do mundo: iene, euro e libra esterlina.
Sem indicadores relevantes na agenda norte-americana, destaque para o discurso de Charles Evans, presidente do Federal Reserve de Chicago, em conferência anual de política na Associação Nacional de Negócios Econômicos em Arlington.
Chineses gostam de Treasuries
A China renovou sua confiança na economia norte-americana, ao ressaltar a importância do mercado de Treasuries. Por outro lado, o país asiático se vê receoso com o ouro, pois um aporte neste mercado poderia inflá-lo demais, até uma bolha.
“O mercado de títulos dos EUA é o maior do mundo. Nossas reservas estrangeiras são enormes, então você pode imaginar que esse mercado é importante para nós”, disse Yi Gang, chefe da Administração de Reservas Estrangeiras.
Culpa do Tio Sam
De Pequim para Washington, a Grécia pressiona os EUA para elevar a regulamentação dos hedge funds, apontando-os como causa da piora da crise econômica grega. George Papaconstantinou, ministro de Finanças da Grécia, e George Papandreou, premiê do país helênico, buscam conselhos do FMI (Fundo Monetário Internacional) para sair da crise.
Celulose brasileira em alta
A exportação de papel e celulose do Brasil mostra recuperação, de acordo com o olhar de Juan Tavarez, analista do Citigroup, dadas as altas de 6% na base mensal e de 15% na relação anual em fevereiro. “A demanda pela celulose brasileira pode subir também em março, dada a falta de oferta disponível com os problemas no Chile (terremoto) e na Finlândia (greve nos portos)”, completa o analista.
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Champanhe fica no gelo
Diante do aniversário de um ano das mínimas de março de 2009, Ben Potter, analista da IG Markets, se mostra descrente. “Pode ser o primeiro aniversário da recuperação global do mercado acionário das mínimas de 2009, mas os volumes desaceleram e Wall Street está sem tendência definida”, completa o analista, que recomenda: “deixe o champanhe no gelo por um pouco mais de tempo”.
Mais baratas desde 1980
Para Barton Biggs, fundador do hedge fund Traxis Partners, há uma “real certeza” de que ações de multinacionais nunca estiveram tão baratas nos últimos 30 anos como agora. Olhando para o múltiplo P/BV (que mede a relação entre preço e patrimônio), as ações estiveram mais baratas apenas em três vezes nos últimos 120 anos, segundo Biggs, que enxerga os EUA no meio do caminho da recuperação.
Queda leve, chance de comprar
Análise técnica de Kevin Lane, da Fusion IQ, aponta que o mercado acionário dos EUA poderá sofrer uma leve queda à frente, dado o rali de 10% nas últimas semanas. Quando a correção chegar, Lane enxerga uma oportunidade de compra. Para o analista técnico, o tombo ocorrerá quando o índice S&P 500 estiver entre 1.200 e 1.300 pontos.
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Cenário interno
A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da primeira quadrissemana de março, com inflação de 0,61%. Já o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, que calcula o montante acumulado desde o início do ano.
Também será divulgado o ICV (Índice de Custo de Vida), que traz o custo de vida dos moradores do município de São Paulo, referente ao mês de fevereiro. O indicador é compilado pelo Dieese.
No cronograma de oferta de ações, há o início do período de reserva das ações da OSX, referente à oferta primária da companhia. Há ainda os seguintes resultados: MPX Energia, ALL – antes da abertura do mercado –-; e Log-In, Positivo e Multiplan – após o fechamento.
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Por fim, as seguintes empresas realização teleconferência com seus acionistas: EZ Tec (09h30), Sofisa (10h00) e Amil (15h00).