Bolsas caem, decepcionadas com PIB no Japão e atentas à agenda nos EUA

Nível de produto tem expansão abaixo da esperada, enquanto Leading Indicators é destaque; ouro em destaque

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta quinta-feira (20), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro recuam, favorecendo o dólar, que se valoriza frente ao euro e a libra, mas se deprecia diante do iene.

Nos EUA, há o Leading Indicators (11h00), que traz a compilação de diversos indicadores já publicados, como permissão para construção, custo da mão-de-obra e auxílio desemprego. Mais cedo, às 9h30, destaque para o Initial Claims, com os pedidos de auxílio-desemprego na economia norte-americana. Às 11h00, o Federal Reserve da Filadélfia divulga ainda o Philadelphia Fed Index, que mede a atividade industrial na região.

Crescimento com deflação
No Japão, o PIB (Produto Interno Bruto) listou crescimento de 4,9% no primeiro trimestre em temos anualizados, aquém da alta de 5,5% prevista por analistas. Na relação trimestral, o nível de produto cresceu 1,2%.

Antes de anunciar o andar da atividade econômica, o ministro das Finanças Naoto Kan fez um alerta para o estado deflacionário atual da economia. Vale lembrar que os preços aos consumidores japoneses recuaram 1,2% em março, pelo décimo terceiro mês consecutivo.

Merkel coordenada, Geithner confiante
Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, avalia que as estratégias de saída na Europa devem ser coordenadas. “A questão das estatégias de saída é de importância relevante para nós”, disse Merkel.

Do outro lado do Atlântico, Timothy Geithner – secretário do Tesouro dos EUA – acredita que a “Europa possui capacidade de gerenciar a crise”. Em entrevista à CNBC, Geithner avalia que o mais importante é os europeus darem prosseguimento ao pacote de ajuda.

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Investidores desassossegados
Para Brian Kim, analista de câmbio do UBS, a possibilidade de uma extensão das restrições alemãs por toda a Europa desassossegou o mercado. “A questão de que a União Europeia poderá seguir o banimento unilateral do naked short selling pela Alemanha tornou os investidores particularmente temerosos”, disse o analista. “Estamos ainda negativo com o euro”, completou. 

Valor nos emergentes
A desvalorização recente nos mercados emergentes e na Ásia oferece “valor significativo” para as ações, segundo Jonathan Garner, estrategista do Morgan Stanley. “As dores da Zona do Euro levaram a um reaparecimento de valor significativo nas ações de emergentes e da Ásia”, afirmou o analista. “O segundo semestre será caracterizado como um resumo da tendência bull na Ásia e nos mercados emergentes”.

Cadê as reservas?
David Rosenberg, economista chefe e estrategista do Gluskin Sheff & Associates – além da passagem pela falecida Merrill Lynch –, acredita que o ouro poderá chegar a US$ 3.000 a onça. “E, como disse no passado, caso os bancos centrais comecem a deter a mesma parte de reservas de ouro em relação a seus agregados monetários, então o preço do ouro subiria para US$ 3.000 a onça”, declara Rosenberg. 

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Por aqui
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará às 9h00 seu IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, com os dados são compilados entre os dias 15 de cada mês. Vale lembrar que o índice é a medida de inflação mais observada pelo Banco Central.

Ainda na agenda, o Banco Central publicará a Nota de Mercado Aberto (10h30), relatório sobre as operações realizadas pela instituição no mercado aberto, como a venda de títulos federais, além de retratar o perfil da dívida pública mobiliária federal interna no período. O relatório se refere ao mês de abril.

Por fim, a Dufry divulgará seu resultado antes do pregão, além de realizar teleconferência com seus acionistas, marcada para às 10h00.