Bolsas caem após cortes do PIB global, da China e da zona do euro

OCDE revisou estimativas para economia global de 3,4% para 3,1%, enquanto FMI rebaixou projeção de crescimento chinês
Sede do BCE, em Frankfurt, na Alemanha
Sede do BCE, em Frankfurt, na Alemanha

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SÃO PAULO – Após o corte nas projeções do PIB (Produto Interno Bruto) mundial anunciada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e também a revisão negativa do PIB esperado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) para a economia chinesa, as bolsas mundiais apresentam queda nesta quarta-feira (29).

A OCDE estima agora que o crescimento global seja de 3,1% – a projeção anterior era de 3,4%, revisando também as estimativas para Europa e China. Já o FMI cortou o PIB estimado para a China em 2013 de 8,0% para 7,75%.

Com as revisões, a aversão ao risco voltou a tomar conta das bolsas internacionais, que tiveram uma terça-feira (28) de forte alta após bons indicadores norte-americanos. Na Europa, os principais índices acionários caem mais de 1%, enquanto nos EUA, os contratos futuros dos principais índices locais recuam mais de 0,5%.

PIB e Copom agitam agenda brasileira
Como se não bastasse todas estas referências, a agenda doméstica terá um dia bastante agitado. Às 9h será apresentado o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre, que chama bastante atenção, já que os últimos dados de crescimento do País mostraram uma alta pequena. 

Mas o que será destaque nesta quarta-feira (29) será o término da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e a possível alta na taxa básica de juros. De acordo com as estimativas dos analistas, o governo deve elevar a Selic em 0,25 p.p., passando para 7,75% ao ano. Por fim, o dia ainda contará com o fluxo cambial semanal.

Desemprego alemão preocupa
Colaborando com o cenário nebuloso para esta sessão, o desemprego alemão subiu mais do que o esperado em maio, com cerca de 2,96 milhões de pessoas sem ocupação – enquanto analistas estimavam aumento de 5 mil alemães, o aumento foi de 21 mil. Apesar do aumento, a taxa de desemprego permaneceu perto de seu menor nível desde a reunificação das “duas Alemanhas”, com 6,9%.

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Ainda no Velho Continente, às 9h (horário de Brasília), a Comissão Europeia anunciará os países que não cumpriram a meta de déficit da zona do euro, com forte expectativa de que França, Espanha e Holanda tenham excedido a meta.

Discurso nos EUA
Trazendo mais uma pitada de volatiidade nos mercados, é aguardado ainda hoje o discurso do presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren às 14h. Rosengren é membro votante do Fomc (Federal Open Market Committee) e pode trazer mais novidades sobre um possível início da retirada do programa de estímulos monetários no país, o Quantitative Easing 3. 

Além disso, o ex-presidente do Fed, Paul Volcker, também realizará discurso sobre a situação econômica do país.