Bolsas asiáticas caem forte, após nova alta no preço do petróleo

Conflitos na Líbia e disputa por cidades chave elevam as preocupações quanto à oferta da commodity

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SÃO PAULO – Com a manutenção do foco dos investidores na Líbia e a consequente escalada nos preços do petróleo, os principais índices acionários da Ásia fecharam as negociações desta quinta-feira (10) em queda significativa.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nikkei -1,46 10.434 -1,90 +2,01
 Hang Seng -0,82 23.615 +0,56 +2,52
 Shanghai Composite -1,50 2.958 +5,69 +5,34

Na véspera, após o fechamento da sessão asiática, Muammar Gaddafi voltou a bombardear seus opositores e, segundo rumores, algumas refinarias de petróleo podem ter sido atingidas, elevando as preocupações quanto à oferta da commodity. Vale lembrar que o pregão norte-americano também foi pressionado pelo petróleo na quarta-feira, e fechou em baixa.

Ademais, dados revisados apontam que a economia japonesa recuou 1,3% no trimestre findo em dezembro de 2010 sobre o mesmo período de 2009, mais do que o 1,1% indicado no mês anterior.

Além disso, a Tokyo Stock Exchange planeja se unir com a Osaka Securities Exchange, informou o presidente da bolsa de Tóquio, Atsushi Saito, em entrevista local. Já na China, o presidente da bolsa de Xangai anunciou que não já projeto para fusão ou aquisição, mas apontou que espera atrair 50 novas listagens por ano durante os anos de 2011 a 2015.

Déficit comercial e inflação
Ainda por lá, a China surpreendeu ao revelar um déficit de US$ 7,3 bilhões na balança comercial em fevereiro, ao primeiro resultado negativo desde março de 2010, reportou o órgão responsável pelo indicador. No entanto, o valor negativo foi justificado por conta do feriado prolongado para as comemorações do ano novo chinês no início do mês.

Por fim, Li Daokui, membro do comitê de política monetária do banco central chinês, indicou ao site China Daily que a inflação em 2011 deverá se situar em torno de 5%, impactada negativamente pelos preços das commodities.

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