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SÃO PAULO – Na véspera de feriado, a bolsa brasileira enfrentou uma sessão guiada por referências internas, que acabaram ajudando o Ibovespa a fugir do cenário instável de Wall Street. Com um impulso de suas principais blue chips no final do pregão, o índice fechou com tímida alta de 0,48%, nos 53.410 pontos.
Além das ocorrências corporativas, os investidores também foram guiados pelas expectativas com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária).
Blue chips
O volume de eventos na esfera doméstica contribuiu para reduzir o peso de Wall Street. Em destaque nos noticiários, a Vale anunciou pela manhã um corte de 28,2% nos contratos de longo prazo para o minério de ferro fino fornecido a siderúrgicas japonesas e sul-coreanas. Dentro das expectativas do mercado, a notícia foi recebida com alta pelas ações.
Além da Vale, a Petrobras frequentou as manchetes com a falta de deputados para compor sua CPI e uma acusação contra sua subsidiária Petrobras Energia de calote de US$ 4,4 milhões em impostos por uma província argentina, que bloqueou uma das contas bancárias da Petrobras Energia na última semana. Os papéis da estatal também ajudaram na valorização da bolsa, embalados pela alta do petróleo.
FMI
Fora os destaques do noticiário corporativo, a sessão foi guiada por dados de inflação domésticos e uma preocupação externa em relação às contas do governo norte-americano.
Destaque também para o anúncio de que o Brasil deve diversificar suas reservas com a aquisição de US$ 10 bilhões em títulos do FMI (Fundo Monetário Internacional).
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Temor com inflação lá fora
O Treasury Budget apontou que o orçamento do governo dos EUA registrou déficit de US$ 189,7 bilhões em maio, elevando para US$ 991,9 bilhões o saldo negativo do ano fiscal de 2009. Paralelamente, a escalada dos yields dos Treasuries voltava a alimentar temores inflacionários.
No meio da tarde, o Federal Reserve divulgou seu Livro Bege. Segundo a autoridade, o nível de atividade da economia norte-americana voltou a enfraquecer em todas as doze regiões avaliadas desde o meio de abril. Contudo, assim como na publicação anterior, a desaceleração se deu em um ritmo menor do que o observado no início do ano.
Chrysler e Home Depot nas manchetes
O cenário externo também reservou atenção à confirmação da aquisição da montadora Chrysler pela italiana Fiat, após objeções que levaram a Suprema Corte a postergar a liberação do acordo.
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Paralelamente, destaque para a Home Depot, que assim como fez a Texas Instruments no início da semana, revisou para cima suas projeções operacionais para 2009. As ações da companhia reagiram com modesto avanço de 0,16% na NYSE (New York Stock Exchange).
Petróleo
Além destas referências, o petróleo voltou a chamar atenção pelo ritmo de altas. Em Nova York, o barril da commodity voltou a subir após a confirmação de declínio no nível de estoques norte-americanos e renovou sua máxima no ano, acima de US$ 71. Por outro lado, o avanço nos contratos exerceu pressão de venda no mercado de ações, com expectativas de elevação dos custos operacionais para as empresas.
Bolsa volta a subir
Mesmo com o cenário negativo nas bolsas norte-americanas, o Ibovespa encontrou espaço para terminar a quarta-feira com valorização de 0,48%, atingindo 53.410 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,8 bilhões.
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Após se destacar entre as altas do Ibovespa na semana passada, a ação preferencial da TAM voltou a figurar como principal destaque do índice nesta sessão, acumulando sua quinta valorização consecutiva. Na outra ponta, os ativos preferenciais da Vivo estenderam as perdas da véspera, ficando com a maior baixa do índice.
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
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Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 | Links | ![]() |
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TAMM4 | TAM PN N2 | 19,89 | +3,32 | +4,19 | 20,10M |
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CPLE6 | Copel PNB | 28,96 | +2,51 | +25,29 | 27,30M |
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LREN3 | Lojas Renner ON | 22,75 | +2,43 | +45,75 | 34,54M |
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USIM3 | Usiminas ON | 40,45 | +2,35 | +59,51 | 28,19M |
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ALLL11 | ALL UNT N2 | 12,70 | +2,34 | +27,81 | 50,60M |
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As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
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Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 | Links | ![]() |
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VIVO4 | Vivo Part PN | 38,00 | -3,18 | +39,58 | 20,07M |
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ARCZ6 | Aracruz PNB | 3,14 | -2,79 | +26,10 | 60,86M |
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CYRE3 | Cyrela Realty ON | 13,61 | -2,79 | +49,98 | 34,68M |
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VCPA4 | VCP PN | 22,07 | -2,78 | +23,09 | 38,18M |
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JBSS3 | JBS ON | 7,39 | -2,25 | +51,62 | 13,41M |
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As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :
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| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg | |||
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| VALE5 | Vale PNA | 33,45 | +1,12 | 941,07M | 626,19M | 23.472 | |||
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| PETR4 | Petrobras PN | 33,88 | +1,10 | 678,59M | 666,72M | 26.281 | |||
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| BVMF3 | BMFBovespa ON | 11,84 | -0,67 | 238,70M | 200,56M | 10.708 | |||
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| USIM5 | Usiminas PNA | 41,02 | +0,29 | 161,89M | 142,30M | 9.382 | |||
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| GGBR4 | Gerdau PN | 21,49 | -0,32 | 141,79M | 144,69M | 10.996 | |||
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* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
Dólar sobe
Após apresentar leve queda na abertura, o dólar comercial logo inverteu sua tendência e assim caminhou até o final do dia. A moeda terminou o dia com alta de 0,72%, cotado na venda a R$ 1,951.
Mesmo com a alta da divisa norte-americana, o BC realizou pela vigésima quarta vez consecutiva a compra de dólares em leilão no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 15h32 e terminou às 15h42 (horário de Brasília) e a taxa aceita ficou em R$ 1,9545.
Antes da nova intervenção no mercado cambial, a autoridade monetária havia divulgado que concretizou na primeira semana de junho a compra de US$ 871 milhões em moeda norte-americana através da operação de leilão no mercado à vista.
Ainda em relação aos cinco primeiros dias úteis do mês, o BC divulgou que o saldo do fluxo cambial foi positivo em US$ 550 milhões, valor bem acima dos US$ 48 milhões apurados na última semana de maio. No acumulado do ano, o total chega a US$ 13,645 bilhões.
Renda Fixa
No mercado de renda fixa, os juros futuros encerraram em queda na BM&F Bovespa. O contrato com vencimento em julho de 2009, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 9,44%, baixa de 0,07
ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 129,15% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,77%.
O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 258 pontos-base, queda de 3 pontos em relação ao fechamento anterior.
Bolsas dos EUA no vermelho
Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,38% e atingiu 1.853 pontos.
Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 0,35%, a 939 pontos.
Da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 0,27%, a 8.739 pontos.
Na Europa, o
índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou alta de 1,07% e atingiu 5.051 pontos.
No mesmo sentido, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres valorizou-se 0,73% chegando a 4.437 pontos.
Já o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 0,56%, a 3.315 pontos.
Veja os indicadores previstos para a quinta-feira
Com o feriado de Corpus Christi paralisando as negociações na BM&F Bovespa, destaque para os indicadores norte-americanos.
Lá foram sai o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal. Destaque também para o Retail Sales referente ao mês de maio, que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Já o Retail Sales ex-auto ignora as vendas de automóveis.
O Business Inventories compreende o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo durante o mês de abril.

