Bolsa sente pressão externa e cai, mas fecha semestre com alta acumulada de 37%

Ibovespa recua 1,29% com indicador ruim dos EUA e termina primeira metade do ano em 51.465 pontos; dólar em R$ 1,963

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SÃO PAULO – A sessão de encerramento do primeiro semestre foi marcada por perdas nos principais mercados internacionais. Após os ganhos da véspera, a agenda de indicadores norte-americanos ajudou a pressionar as ações, assim como as cotações do petróleo, que ajustou a forte valorização da véspera e exerceu pressão.

Com o peso das ações da Petrobras, o Ibovespa terminou a terça-feira (30) nos 51.465 pontos, recuo de 1,29% frente ao fechamento anterior. O volume financeiro totalizou R$ 5,16 bilhões. Mesmo com as perdas desta sessão, índice acumulou ganho de 37,06% no primeiro semestre, apesar do saldo negativo em 3,26% de junho.

Wall Street

A desvalorização predominante nesta terça-feira condiz com a preocupação disseminada pelos indicadores da economia norte-americana. Destaque para o índice de confiança do consumidor, medido pela Conference Board, que ficou abaixo das expectativas. O Consumer Confidence apontou 49,3 pontos em junho, enquanto as expectativas do mercado indicavam 55,3 pontos.

Pelo lado positivo, a atividade industrial na região de Chicago ficou acima da esperada pelo mercado em junho.

O impacto foi sentido principalmente nos papéis de empresas do segmento de consumo e varejo e industrial em Wall Street, como Starbucks (-2,1%) e Caterpillar (-4,8%). Os bancos também pressionaram os índices norte-americanos, com foco para os ativos de Citigroup (-1,6%) e Morgan Stanley (-1,9%).

Destaques internos

Por aqui, a terça-feira colocou em destaque os papéis da VisaNet, que após dispararem 11,8% em sua estreia na bolsa, fecharam sua segunda sessão com valorização de 0,48%, cotadas a R$ 16,85. Entre as variações do Ibovespa, chama atenção a queda das ações da Petrobras, que sofreram com o ajuste dos contratos futuros de petróleo, que terminaram com queda próxima de 2% em Nova York.

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Ainda assim, as ações de TAM e GOL estenderam as perdas registradas na sessão anterior e lideraram as baixas do Ibovespa. Na outra ponta, as atenções se voltaram aos ativos da Vivo, que acumularam sua sexta valorização consecutiva.

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
GOLL4 Gol PN N2 10,89 -4,05 +9,89 17,45M
TAMM4 TAM PN N2 20,20 -4,04 +5,81 21,18M
BRKM5 Braskem PNA 7,18 -3,10 +29,37 9,83M
USIM5 Usiminas PNA 41,61 -3,01 +60,09 146,14M
SBSP3 Sabesp ON 29,03 -2,97 +8,31 6,71M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
VIVO4 Vivo Part PN 37,32 +2,53 +37,08 32,29M
ELPL6 Eletropaulo PNB N2 34,73 +2,15 +54,00 40,29M
DURA4 Duratex PN 21,71 +2,12 +55,42 15,76M
BRTO4 Brasil Telecom PN 13,05 +2,03 -4,33 17,37M
TNLP4 Telemar PN 31,30 +1,46 +8,49 97,20M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 32,45 -1,82 594,99M 615,86M 16.654
VALE5 Vale PNA 29,85 -1,49 499,41M 610,14M 14.316
ITUB4 Itau Unibanco PN 31,10 -1,33 193,99M 159,59M 7.498
BVMF3 BMFBovespa ON 11,78 -0,42 161,65M 213,26M 8.599
USIM5 Usiminas PNA 41,61 -3,01 146,14M 136,00M 6.912

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Dólar recua

Após apresentar quedas próximas de 1% durante a manhã, o dólar comercial deu sinais de recuperação depois de indicadores norte-americanos desagradarem o mercado e o Banco Central realizar nova intervenção, passando a operar próximo à estabilidade. Contudo, a divisa voltou a cair no final do dia, fechando com leve queda de 0,15%, cotada na venda a R$ 1,963.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concluiu a captação de US$ 1 bilhão em títulos no mercado internacional, com prazo de vencimento de 10 anos, reforçando o prognóstico de ingressos de recursos.

A intervenção realizada pelo BC no câmbio foi através da operação de compra de dólares em leilão no mercado à vista. Segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 12h17 e terminou às 12h27 (horário de Brasília), com taxa aceita de R$ 1,967.

No Brasil, publicada pela FGV (Fundação Getulio Vargas), a Sondagem Industrial registrou alta de 4,8% da confiança do setor entre maio e junho, partindo de 89,5 para 93,8 pontos.

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Renda fixa

Os juros futuros encerraram sem tendência. O contrato com vencimento em janeiro de 2011, que apresenta maior liquidez, encerrou apontando taxa de 10,03%, baixa de 0,03
ponto percentual frente à apresentada na sessão anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 129,85% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,85%.

O risco-país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 282 pontos-base, alta de 3 pontos em relação ao fechamento anterior.

Bolsas dos EUA no vermelho

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, teve baixa de 0,97% e atingiu 8.447 pontos.
Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 desvalorizou-se 0,85%, a 919 pontos.
Da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, caiu 0,49%, a 1.835 pontos.


Na Europa, o

índice CAC 40 da bolsa de Paris registrou baixa de 1,67% e atingiu 3.140 pontos.
No mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt desvalorizou-se 1,57%, chegando a 4.809 pontos.
Já o FTSE 100, da bolsa de Londres, caiu 1,04%, a 4.249 pontos.

Veja os indicadores previstos para a quarta-feira

Na quarta-feira (1), a FGV (Fundação Getulio Vargas) anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à quarta quadrissemana de junho.
O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente ao mês de junho, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

Nos EUA, sai o ADP Employment, documento que descreve os dados referentes a novos postos de empregos criados no setor privado do país em junho.

A National Association of Realtors anuncia o Pending Home Sales de maio, indicador responsável por medir a venda de casas existentes nos EUA com contrato assinado, mas ainda sem transação efetiva.

Sai também o ISM Index referente ao mês de junho, responsável pela mensuração do nível de atividade industrial no país. O Departamento de Comércio publica o Construction Spending de maio, que mede os gastos decorrentes da construção de imóveis.

Será apresentado, ainda, o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.