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SÃO PAULO – O mercado acionário brasileiro deu seqüência ao movimento positivo dos últimos meses e garantiu à aplicação em Bolsa a posição de melhor investimento em junho.
No acumulado do mês, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apurou uma alta de 4,06%, encerrando aos 54.392 pontos, tendo inclusive anotado novos recordes históricos de pontuação no período.
Céu de brigadeiro?
Aos poucos, vai se confirmando que o cenário favorável ao investimento em ações parece não se restringir a um horizonte de curto prazo. Os recentes indicadores sobre a atividade econômica brasileira sugerem aceleração do crescimento, a inflação segue sob controle e o afrouxamento da política monetária se estende.
Do âmbito internacional, também chegam notícias benéficas. Embora tenha apresentado uma expansão inferior a 1% no primeiro trimestre, a economia dos EUA se mostra inclinada a um maior ritmo de crescimento na segunda metade de 2007. Ademais, as últimas referências indicaram convergência da inflação para dentro do intervalo considerado confortável pelo Fed – de 2% ao ano -, amenizando a preocupação com uma eventual necessidade de novas altas do juro básico norte-americano.
Destaques na Bolsa
No panorama corporativo, destaque para os papéis preferenciais da Gerdau Metalúrgica, que subiram 17,24% em junho, após uma série de notícias trazer um melhor prognóstico para os preços do aço.
Em contrapartida, no extremo negativo do Ibovespa, as ações ordinárias da Cosan recuaram 23,22% no período, diante de preocupações com a evolução dos preços do açúcar e do álcool e com uma reestruturação que desagradou investidores.
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Dólar instável
Depois de demonstrar instabilidade ao longo do mês, o dólar, medido pela PTAX calculada pelo Banco Central, registrou ligeira queda no mês.
A moeda norte-americana, que encerrou o mês cotada a R$ 1,9262, registrou perdas de 0,14% em termos nominais, correspondendo a uma rentabilidade real negativa de 0,40%, dado que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de junho apurou inflação de 0,26%.
Renda fixa
Refletindo o ainda elevado patamar do juro básico brasileiro, a despeito do ciclo de quedas da Selic, os CDBs pré-fixados de 30 dias apresentaram retorno de 0,95% em termos nominais, ou 0,69% em termos reais.
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Já o CDI apresentou ganhos de 0,90% no mês. A valorização, descontando a inflação, foi de 0,64%.
Confira na tabela abaixo a rentabilidade dos principais investimentos:
| Investimento | Maio | Real* | Abril | Real** |
| Ibovespa | +4,06% | +3,79% | +6,77% | +6,73% |
| CDI*** | +0,90% | +0,64% | +1,02% | +0,98% |
| CDB **** | +0,95% | +0,69% | +0,97% | +0,93% |
| Poupança | +0,60% | +0,34% | +0,67% | +0,63% |
| Ouro | -3,41% | -3,66% | -5,38% | -5,42% |
| Dólar Paralelo | 0,00% | -0,26% | -4,55% | -4,59% |
| Dólar Ptax | -0,14% | -0,40% | -5,16% | -5,20% |
| IGP-M | +0,26% | +0,04% |
* Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em 0,26% em junho
** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em 0,04% em maio
*** Taxa Efetiva Andima
**** Taxa pré 30 dias