Bolsa dos EUA opera instável, em meio ao rating europeu e destaques internos

Mercado aguarda encontros entre líderes da região para solucionar a crise, em meio a anúncios de revisões de ratings no continente

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários das bolsas dos Estados Unidos operam com sinais opostos no começo desta terça-feira (6). Os investidores estão na expectativa de anúncio de medidas para combater a crise da dívida europeia, após o anúncio da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de que pode rebaixar o rating de países da Zona do Euro e também do fundo de auxílio aos países do velho continente.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, opera em leve valorização de 0,28% e atinge 12.131 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, negocia em leve baixa de 0,03% a 1.257 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 0,27%, chegando a 2.649 pontos. 

Cenário europeu
Seguindo o alerta emitido a diversos países da Zona do Euro, a Standard & Poor’s também colocou a nota de crédito de longo prazo do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) em sua lista de observação com implicações negativas. Isto pode agravar ainda mais a crise, tendo em vista que o fundo, o qual fornece ajuda às economias da região através da emissão de títulos públicos, poderá pagar mais caro para se financiar.

A S&P colocou, na véspera, o rating de 15 países da Zona do Euro em sua lista de observação negativa, o que indica a possibilidade de corte nas notas em até 90 dias. A agência relatou que pode haver um estresse sistêmico, por conta do aperto das linhas de crédito nos 17 países da região. Vale mencionar que Grécia e Portugal já tiveram suas notas de crédito cortadas.

O alerta veio após o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciarem que chegaram a um acordo para um tratado que se pretende colocar em pauta durante a cúpula de líderes europeus marcado para sexta-feira (9). O plano seria revisar o atual Tratado de Lisboa, ou levar um tratado inteiramente novo, incluindo sanções para os países que não conseguirem se manter dentro dos estritos limites de regras de déficit orçamentário.

Geithner na Europa
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, visita a Alemanha nesta sessão para uma reunião com o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi e funcionários alemães. Na quarta-feira (7), será a vez de Sarkozy se reunir com o Geithner, que vem demonstrando preocupação com a Zona do Euro.

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No final da semana, ele se junta a líderes da União Europeia em um congressopolítico na cidade francesa de Marselha devido a ser dominada por conversações sobre a crise do euro e, em seguida, vai para Milão para atender primeiro-ministro italiano Mario Monti.

Front corporativo
Apesar do clima instável no mercado, o Dow Jones consegue se manter em alta graças ao bom desempenho de alguns papéis que fazem parte do índice. A 3M opera em alta de 1,89%, após a companhia reafirmar sua perspectiva de lucro para o ano fiscal em vigor.

Enquanto isso, as ações da General Electric sobem 2,33% após a Bernstein Research elevar sua recomendação para outperform, citando o forte lucro da companhia e o potencial do crescimento de pagamento de dividendos. O preço-alvo dos papéis também foram elevados, passando de US$ 19 para US$ 21.

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