Bolsa do Japão atinge máxima desde 2008; Europa também sobe forte

Expectativa por política mais agressiva do banco central anima mercado japonês; índices na zona do euro sobem forte apesar de eleição na Itália e perda da nota triplo A do Reino Unido

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SÃO PAULO – Nem as incertezas com relação ao novo primeiro-ministro italiano nem a perda do rating triplo A pelo Reino Unido abalam os mercados acionários na manhã desta segunda-feira (25). Tanto na Europa quanto na Ásia, o dia é de fortes ganhos.

Já pela madrugada, o índice Nikkei 225 sinalizava para uma forte alta, sustentada por rumores quanto à escolha do novo presidente do banco central do país. O índice fechou com ganhos de 2,43%, alcançando a máxima desde setembro de 2008.

Segundo circula na mídia, Haruhiko Kuroda, presidente do Banco de Desenvolvimento Asiático, deverá assumir o cargo. Kuroda é conhecido por ser agressivo em suas políticas econômicas, levando o mercado a crer ele anunciará algumas medidas para acabar com a deflação.

O anúncio negativo desta manhã fica por conta da China. O HSBC divulgou uma desaceleração para o PMI (Purchasing Manager’s Index) da manufatura, que atingiu sua mínima em quatro meses. O número caiu de 52,3 para 50,4.

Na Itália, as eleições para primeiro-ministro terminam nesta segunda-feira. Enquanto Silvio Berlusconi é um dos principais concorrentes, reportagens citam Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático, de centro-esquerda, como o principal favorito.

Já no fim da tarde de sexta-feira, a Moody’s cortou o rating AAA do Reino Unido, citando o contínuo enfraquecimento da economia do país no médio prazo e os desafios decorrentes do programa de consolidação fiscal.

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Os principais ganhos da região ficam por conta do índice DAX, da Alemanha, que saltam quase 2,0% nesta manhã.