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SÃO PAULO – O Federal Reserve provocou uma reviravolta nos mercados na tarde quarta-feira (15). Enquanto o Ibovespa disparou, o dólar e os contratos futuros de DIs mergulharam a partir das 15h (horário de Brasília), quando saiu a decisão do Fomc (Federal Open Market Committee). A questão crucial não era a elevação em si – de 0,25 pontos-base -, que já era era amplamente esperada pelo mercado, mas a sinalização de que qualquer aumento futuro neste ano será gradual.
Além do Fed, uma notícia divulgada já no leilão de fechamento da Bovespa também deu um motivo a mais para o mercado “comemorar” hoje: a agência de classificação de risco Moody’s elevou a perspectiva do rating do Brasil de negativa para estável (veja aqui). O rating do País foi mantido em “Ba2”.
Em meio a esse combo, o Ibovespa saltou 2,37% nesta quarta-feira, a 66.234 pontos, marcando seu melhor pregão desde 12 de janeiro de 2017, quando avançou 2,41%, enquanto o dólar comercial caiu 1,83%, a R$ 3,1112 na venda. Já o dólar futuro acelerava perdas com a notícia da Moody’s e caía 2,14%, a R$ 3,117.
Com isso, apenas 4 das 59 ações do Ibovespa fecharam em queda hoje. Com exceção de Cyrela, todas as baixas hoje eram de empresas exportadoras, penalizadas pela forte queda do dólar. Eram elas: Suzano, Embraer e Klabin. Do outro lado, as commodities ajudaram a trazer euforia ao mercado, com as ações da Vale e siderúrgicas saltando mais de 7%.
O volume financeiro movimentado na BM&FBovespa nesta sessão ficou em R$ 9,8 bilhões.
O turbulência das últimas 2 horas de pregão
Para se ter uma ideia do movimento visto nessas últimas duas horas de pregão – que incluem Fed e Moody’s -, seguem alguns dados: o Ibovespa saltou 1.200 pontos nesse período, o dólar futuro mergulhou 2% e os contratos DIs mais longos – com vencimento em janeiro de 2021 – caíram 0,16 ponto percentual, indo para 9,910%. Vale menção que o dólar futuro operava praticamente no zero a zero antes do Fed.
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Veja a reação em imagens:
– Ibovespa
– Dólar Futuro
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– DI de janeiro de 2021
Destaques de ações
Em meio à turbulência provocada no mercado pela decisão do Fed e Moody’s, as ações da Vale e siderúrgicas aceleraram os ganhos nesta tarde e fecharam entre as maiores altas do dia: +7%. Ajudou o movimento também a forte alta dos preços do minério de ferro nesta sessão: os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian subiram mais de 5%, enquanto a commodity à vista negociada no porto de Qingdao, também, na China, avançou 3%, voltando ao nível dos US$ 90.
Alta expressiva também foi vista nas ações da Petrobras, que subiram mais de 4% em meio à alta dos preços do petróleo no mercado internacional e a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) em liberar a venda do controle da BR Distribuidora, que vinha deixando os investidores apreensivos sobre a estatal nas últimas sessões.
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa foram:
| C?d. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| ESTC3 | ESTACIO PARTON | 15,80 | +7,12 | 0,00 | 35,15M |
| VALE5 | VALE PNA | 31,68 | +6,92 | +35,73 | 945,59M |
| VALE3 | VALE ON | 33,32 | +6,90 | +29,75 | 240,36M |
| CSNA3 | SID NACIONALON | 11,42 | +6,43 | +5,25 | 52,57M |
| BRAP4 | BRADESPAR PN | 24,09 | +6,40 | +62,22 | 127,59M |
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa foram:
| C?d. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| SUZB5 | SUZANO PAPELPNA | 12,27 | -3,76 | -13,59 | 101,44M |
| EMBR3 | EMBRAER ON | 18,39 | -0,97 | +14,94 | 60,07M |
| KLBN11 | KLABIN S/A UNT N2 | 15,05 | -0,86 | -14,27 | 31,67M |
| CYRE3 | CYRELA REALTON | 13,43 | -0,07 | +30,77 | 29,77M |
| * – Lote de mil a??es 1 – Em reais (K – Mil | M – Milh?o | B – Bilh?o) |
A decisão do Fomc
Pela segunda vez em três meses, o Federal Reserve aumentou sua taxa de juros nos Estados Unidos, passando para o nível entre 0,75% e 1%, conforme já esperado pelo mercado. Além disso, a autoridade manteve sua projeção de mais duas elevações dos juros para este ano.
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O Fed disse em comunicado que “o mercado de trabalho continuou a se fortalecer e que a atividade econômica continuou a se expandir a um ritmo moderado”. Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis foi o único a votar pela manutenção das taxas no patamar atual, apesar de não dar nenhuma explicação para sua decisão.
“O Comitê espera que, com ajustes graduais na orientação da política monetária, a atividade econômica se expanda a um ritmo moderado, as condições do mercado de trabalho irão se reforçar um pouco mais e a inflação estabilizará em torno de 2% a médio prazo”, diz trecho da decisão.