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Os mercados americanos operaram nesta quinta-feira com uma certa insegurança. Na América Latina, notícias mais definitivas a respeito da Argentina ainda são aguardadas, já nas bolsas norte-americanas a incerteza em relação às fortes valorizações ocorridas no último mês e as divulgações de certos índices econômicos como o auxílio-desemprego (421 mil pedidos contra 400 mil esperados) influenciaram a quedas nos índices do mercado. O Dow Jones encerrou o dia em queda de 0,74% cotado a 10.796,65 pontos, já o Nasdaq Composite registrou baixa de 3,35% sendo cotado a 2.146,20 pontos.
A economia argentina não cresce desde 1998, afetada por uma forte queda no consumo interno e nos investimentos. A fim de reverter essa situação, o governo argentino anunciou nesta quinta-feira um plano que inclui uma significativa queda nos impostos para reativar a indústria de bens de capital, vítima da estagnação econômica. Por sua vez, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de convertibilidade, que cria uma cesta de moedas incorporando o euro como uma moeda de referência para a cotação do peso argentino, além do dólar norte-americano. O projeto passa agora pelo Senado, que apesar de controlado pela oposição peronista, não deve colocar maiores obstáculos à sua aprovação.
Um dos fatores a que se deve a preocupação com a Argentina foi o anúncio de uma queda de 9,1% na arrecadação fiscal do país em abril. Apesar da afirmação do ministro Cavallo de que esse mau resultado será recuperado com a arrecadação do imposto sobre transações bancárias, o humor do mercado se viu mais uma vez abalado. O índice da Bolsa de Buenos Aires (Merval) registrou queda de 0,51% cotado a 431,18 pontos.
As ações das empresas argentinas negociadas hoje na bolsa que obtiveram as maiores baixas foram Pecon Energy (-3,85%), Ledesma (-2,56%), Atanor (-2,50%), Telefónica (-2,38%), Juan Minetti (-2,22%) e Banco Francês (-1,78%). Já as únicas ações que fecharam em alta foram da Sociedad Comercial Del Plata (+2,50%), Solvay Indupa (+0,83%), a Transportadora de Gás Del Sur (+0,72%), Grupo Financeiro Galicia (+0,67%) e a holding Perez Companc (+0,66%).
Segundo o informe semestral da OCDE divulgado hoje em Paris, a economia mexicana deve crescer 3,7% este ano. Esse número confirma a influência da desaceleração do crescimento econômico norte-americano sobre a economia do México, pois o esperado era um crescimento de 4,5%. No entanto, o mesmo informe sugere ainda que a economia mexicana pode recobrar um novo vigor em 2002 e chegar a crescer 4,7%.
O índice mexicano IPC registrou alta de 0,50% sendo cotado a 6.139,62 pontos. Os destaques entre as altas foram o Grupo Saltillo (+10,15%), Grupo Financeiro Banorte (+4,31%), Grupo Financeiro Inbursa (+3,21%), Sociedad de Fomento Industrial (+2,76%), e Walmart (+1,94%). Por sua vez as maiores baixas ficaram com Corporacion Geo (-7,07%), as Empresas ICA (-4,46%), Tubos de Acero de México (-3,28%), Kimberly Clark de México (-3,07%), Savia (-3,03%) e Television Azteca (-2,55%).
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No Chile, o destaque ficou com a divulgação do índice de preços ao consumidor (IPC) do mês de abril. Este aumentou em 0,5%, acumulando nos primeiros quatro anos do ano uma variação de 1%. A inflação dos últimos 12 meses se manteve constante em 3,5%, o que segundo o governo está dentro do previsto. O índice IPSA do Chile fechou o pregão de hoje em queda de 0,44% cotado a 102,41 pontos.
Outros mercados:
Brasil
IBovespa
+1,64%
Venezuela
IBVC
-0,67%
Peru
ISBVL
+0,58%