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Bolsa da China terá que esperar: “explosão” do MSCI poderá vir só em 2016

Mercado previa que o MSCI incluísse hoje ações chinesas em seu índice voltado a emergentes hoje, mas ele decidiu esperar

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SÃO PAULO – A tão esperada “explosão” da Bolsa chinesa nesta quarta-feira, como vinha sendo anunciada pelo mercado, terá que esperar por mais tempo. O mercado aguardava para esta sessão a inclusão de algumas das principais ações chinesas cotadas em yuans na carteira do MSCI (Morgan Stanley Capital International) voltada aos mercados emergentes. Hoje cedo, no entanto, o índice surpreendeu o mercado e decidiu não incluí-las agora.

A justificativa do MSCI, que controla vários índices do mercado financeiro ao redor do mundo, foi que as ações listadas na China do tipo “A”, que são negociadas em Xangai e Shenzhen, não foram incluídas agora pois os investidores estrangeiros continuam com dificuldade para acessar o mercado chinês. Os índices do MSCI são utilizados por US$ 9,5 trilhões de fundos do mundo inteiro.

Apesar da rejeição, o MSCI deixou em aberto a possibilidade de inclusão das ações chinesas ser feitas em algum momento, caso haja progresso no acesso aos mercados. Alguns operadores acreditam que seja provável que isso aconteça ao longo dos próximos 12 meses. 

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Em reflexo, hoje o Xangai Composto fechou em queda de 0,15%, a 5.106 pontos – em dia que era esperado uma “explosão” por lá. O desempenho, no entanto, foi mais ameno do que o que vinha sendo especulado em caso de rejeição do MSCI. Uma reportagem da Bloomberg da véspera apontava que uma rejeição daria um golpe aos altistas que empurraram o índice Xangai para seu maior valor em sete anos, enquanto uma eventual inclusão das ações chinesas, particularmente no índice voltado aos emergentes, seguido por US$ 1,7 trilhão em ativos ao redor do mundo, poderia empurrar ainda mais para cima, ainda que de forma temporária, a Bolsa chinesa.  

Na decisão de hoje, o MSCI ofereceu uma lista de alguns problemas que iria discutir com os reguladores, incluindo a atribuição de quotas para investir grandes investidores e a mobilidade de capital. “Reconhecendo os progressos significativos até a data e os esforços de reforma em curso na China, as ações do tipo ‘A’ permanecerão na lista da revisão de 2016 para potencial inclusão no índice voltado aos mercados emergentes”, disse o MSCI. 

Ilya Feygin, diretor-gerente da conta sediada em Nova York da WallachBeth Capital, que estava entre os que tentavam prever com sucesso a decisão do MSCI hoje, disse que espera que a inclusão no índice, quando ocorrer, terá uma reação similar a que aconteceu quando o FTSE Russel anunciou dois novos índices chineses em meados de maio. “O índice [de Xangai] teve um rali de mais de 5% em dois dias e depois caiu”, disse sobre o movimento ao site americano Market Watch