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SÃO PAULO – O foco dos investidores na manhã desta segunda-feira (4) recai sobre o mercado chinês, onde o índice Shanghai Composite despencou 3,67% ante novas medidas do governo local para frear o setor imobiliário do país.
Ainda na sexta-feira, após o pregão, o governo afirmou que as cidades com uma alta excessivamente rápida nos preços devem aumentar o valor da entrada para a compra do imóvel e aumentar as taxas na hipoteca da segunda casa, além de um imposto de 20% sobre o ganho de capital em imóveis usados . Com isso, diversas empresas do setor mostraram perdas ao redor de 10% nesta sessão.
Na Europa e nos EUA, os sinais também são negativos. No cenário norte-americano, o pacote de cortes de gastos automáticos entrou em vigor na sexta-feira, uma vez que o Congresso não chegou a um acordo sobre nenhuma alternativa às medidas para reduzir o déficit público.
Para essa segunda-feira, a agenda de indicadores por lá é leve. O destaque do dia fica para a fala de Janet Yellen, membro do Federal Reserve, em uma conferência em Washington.
Enquanto isso, na Europa, a Itália continua na tentativa de formar um governo que tenha apoio do Parlamento, mas até o momento pouco progresso foi feito. O FTSE MIB, índice que acompanha as negociações por lá, se destaca na região com queda de 1,20%.
É importante notar, também, que as ações do setor de mineração registram fortes perdas após o anúncio das novas medidas na China. As ações da BHP Billiton mostram queda de 1,95%, enquanto as da Rio Tinto perdem 3,43% e as da Anglo American, 3,03%.