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SÃO PAULO – O Ibovespa cai nesta quinta-feira (6) pressionado fortemente pela queda nas bolsas internacionais e por mais uma frustração de expectativas a respeito do reajuste dos preços do combustível. Além desses fatores, ainda há a ata do Copom que gera controvérsia entre analistas sobre o quanto ela sinaliza de um combate mais duro à inflação. Às 13h26, o índice cai 1,91%, a 52.673 pontos, enquanto o dólar sobe 1,35%, a R$ 2,548.
Na noite de ontem a Petrobras (PETR3; PETR4) afirmou que a orientação do seu Conselho Administrativo era pela manutenção do nível de preços da gasolina e do diesel. O mercado esperava que na terça (4), fosse decidido um reajuste que desafogaria os cofres da estatal, que sofreu com a defasagem entre os preços internos e os praticados lá fora. Ações da petroleira ON e PN caem 2,31%, a R$ 13,54 e 2,92%, a R$ 13,98.
Na agenda de indicadores está a ata do Copom e a Pnad Contínua do IBGE, com importantes dados macroeconômicos do Brasil. Documento da autoridade monetária, divulgado às 8h30, falou em persistência da inflação e realinhamento de preços administrados. A instituição, inclusive, retirou da ata o trecho em que afirmava que pressões inflacionárias tendem a arrefecer, dizendo que a política monetária deve se manter “especialmente vigilante”.
Segundo o analista Célson Plácido da XP Investimentos, a ata do Copom sinaliza que devem ocorrer aumentos da Selic ainda mais altos nas próximas reuniões. Na contramão, Luciano Rostagno da Mizuho acredita que ata mostra que altas serão moderadas e graduais. “Se esperava uma ata um pouco mais hawkish, pelo fato do BC ter subido juros de forma inesperada’’, disse.
Ainda faz pressão na Bolsa hoje, comentário da S&P, dizendo que trabalha com um cenário de mudança na política econômica do brasil e que aguarda a definição do nome do novo ministro da Fazenda, mas destacou que a execução da política por quem assumir o cargo é o que importa. Mais cotados atualmente para ocupar o quadro são Nelson Barbosa e Henrique Meirelles.
Destaques
Embraer (EMBR3; 0,54%, a 24,23) abre em queda após registrar prejuízo líquido de mais de R$ 24 milhões. Apesar disso, relatório da XP Investimentos continua “recomendando exposição ao ativo para médio/longo prazo, baseado no ambiente doméstico desafiador, desvalorização relevante do real e melhor perspectiva de crescimento global com relação ao brasileiro”.
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Por outro lado, um dos melhores desempenhos fica com os papéis da Eletropaulo (ELPL4), que são cotados a R$ 7,45 e apresentam forte alta de 1,09%. Ações da companhia sobem por resultado corporativo considerado positivo e depois de queda de mais de 12% nos últimos 30 dias. Apesar disso, aumentam as expectativas em relação a um anuncio de racionamento de energia para o ano de 2015 com elevação de 4,7% para 5% o risco de déficit de energia na região Sudeste/Centro-Oeste em 2015, segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Cenário externo
Lá fora, as bolsas americanas abriram em queda depois que o benchmark dos índices fecharam em patamar recorde no pregão de ontem.
Já na Europa, os índices sobem depois da fala do presidente do BCE, Mario Draghi, afirmando que tem como objetivo aumentar o tamanho de seu balanço para os níveis de 2012, disse nesta quinta-feira o presidente do BCE, Mario Draghi, repetindo a linguagem que tem irritado alguns membros do banco essencialmente por fixar uma meta para a expansão.
Na Alemanha, as encomendas da indústria cresceram apenas 0,8% e ficaram abaixo das projeções. Pesquisa Reuters mostrava que o consenso das previsões era de um aumento de 2,3% no período.
Já na Ásia, o que impactou as bolsas foi a queda dos preços das commodities com preocupação por um crescimento mais lento da economia global. O índice japonês Nikkei fechou em queda de 0,86% após especuladores realizarem lucros da alta de mais de 8% nos últimos três dias, graças à decisão surpreendente do banco central do Japão, na sexta-feira, de ampliar seu estímulo monetário.