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As principais bolsas latino-americanas fecharam o pregão dessa terça-feira em queda, com destaque para a Argentina, onde o Merval apresentou forte desvalorização. Este queda reflete a considerável deterioração do cenário econômico local, que terminou levando o risco-país para próximo de 31% acima da taxa dos títulos federais norte-americanos. O mercado mexicano, por sua vez, não operou hoje por conta do Feriado da Revolução Mexicana.
Moratória argentina pode estar chegando
Após o ministro da economia, Domingo Cavallo, ter declarado que os credores deverão aceitar de qualquer forma a reestruturação das dívidas de seu país, os investidores se alarmaram fazendo com o que o risco-país da Argentina fechasse em 3.090 pontos. Para o mercado, o discurso feito por Cavallo ontem a banqueiros e empresários em Buenos Aires foi um aviso de que se os investidores não aceitarem o swap de US$ 60 milhões, poderão ficar sem receber nada.
A situação no país vizinho está cada vez pior, o que pode ser verificado com a queda de tecnocratas no governo e na equipe econômica. Durante a apresentação da matriz insumo-produto do país, Cavallo declarou que aceita a renúncia do secretário de política econômica Federico Sturzzenegger, que será substituído pelo chefe de assessores do Ministério da Fazenda, Guillermo Mondino. Também caiu Marcos Makón, que era o secretário de modernização de estado da Argentina.
O índice Merval registrou queda de 6,08%, cotado a 204,87 pontos. As desvalorizações mais importantes ficaram por conta da rede de shoppings Alto Palermo (-9,79%), Solvay Indupa (-9,78%), Grupo Financiero Galícia (-9,70%) e Telecom de Argentina (-8,76%). Por outro lado, não houve nenhuma valorização considerável hoje.
Bolsa do Peru cai, puxada pela mineradora Buenaventura
A bolsa do Peru apresentou queda de 0,63%, cotado a 1.117,38 pontos, com destaque para a Buenaventura (-1,90%), prejudicada pelo baixo preço internacional do ouro, e para a Telefónica (-3,00%), que seguiu a tendência verificada em Nova York. Entre as maiores altas estava a holding financeira Credicorp (+2,50%).
Outros mercados:
Brasil
Ibovespa
-2,69%
Chile
IPSA
-1,22%
Venezuela
IBC
-0,77%