BofA reforça pessimismo com OGX e mantém preço-alvo em R$ 0,10

Analistas disseram ainda que maior preocupação é com o caixa da empresa, que pode ser ainda mais prejudicado pelo atraso no pagamento de parte do campo de Tubarão Martelo

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SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch renovou em seu último relatório suas preocupações sobre a OGX Petróleo (OGXP3), petroleira de Eike Batista, destacando fortes pressões de curto prazo para a empresa. Com isso, o preço-alvo de R$ 0,10 (revisado para baixo em 2 de julho, ante R$ 1,00) foi mantido – o que representa um potencial de desvalorização de 83,61% em relação ao fechamento da véspera. 

Dada a uma visão pessimista, os analistas Frank McGann e Conrado Vegner apontam que o caixa da companhia ainda é um ponto crítico para a manutenção da integridade do seu balanço, e que um atraso na primeira parte da venda do campo de Tubarão Martelo pode aumentar ainda mais os riscos, uma vez que precisaria dos US$ 250 milhões para equilibrar suas finanças. Isso porque especula-se que o montante só seja recebido pela OGX após a reestruturação de sua dívida.

A percepção do risco decorre da divulgação do balanço do segundo trimestre, quando a companhia informou que possuía US$ 326 milhões em caixa, enquanto a queima de caixa estimada para os próximos três meses é de US$ 320 milhões a R$ 455 milhões. O relatório, no entanto, ressalta que a empresa pode cortar gastos no período, mas que pode ser necessário mais fontes de receita caso a venda não se concretize.

Por outro lado, os analistas comentam que a desistência por parte da OGX de 9 campos de exploração garantidos no leilão da ANP será benéfica para a companhia, apesar da multa de R$ 3,4 milhões. Segundo McGann e Vegner, a companhia evitará um pagamento entre US$ 270 milhões e 280 milhões pelos campos. A companhia manterá alguns campos que possui em parceria com outras companhias.