Oscilações cambiais

BofA dobra volume de derivativos com real mais volátil

Bancos locais recuaram em reação à desaceleração da economia

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(SÃO PAULO) – Oscilações cambiais aumentaram demanda de clientes corporativos neste ano e bancos locais recuaram em reação à desaceleração da economia.

“Empresas querem contratar hedge para suas obrigações em dólar”, disse Alexandre Bettamio, presidente das operações do BofA para América Latina, em entrevista por telefone de Nova York.

Clientes à espera de que a taxa de juros nos EUA comece a subir no final deste ano também tentam administrar esse risco, disse ele, sem dar números específicos para o volume de derivativos do banco.

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Bank of America acompanha o JPMorgan Chase & Co. ao elevar venda de derivativos e realizar número maior de empréstimos corporativos.

Butiques de investimento como BR Partners também se beneficiam, disse Andrea Pinheiro, diretora financeira da BR Partners.

“Bancos locais estão bastante restritivos em crédito neste momento por conta das condições econômicas, e os derivativos consomem limites de crédito. Por isso há espaço para participantes não tradicionais crescerem se tiverem apetite para isso”, disse Andrea em entrevista.

Volatilidade implícita do real nas opções de 3 meses foi mais de 15% em 23/junho, a maior entre as 16 principais moedas acompanhadas pela Bloomberg e acima dos 9,6% do ano passado.

Cristiane Lucchesi

Esta matéria foi publicada em tempo real para assinantes do serviço Bloomberg Professional.

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