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SÃO PAULO – Mesmo com a redução do risco na maioria dos mercados, o dólar continua fraco, principalmente em relação ao euro. Analistas do Bank of America Merril Lynch creditam o desempenho tanto à redução das perspectivas para o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano, quanto às preocupações com o saldo deficitário da economia dos Estados Unidos.
Dados como o déficit comercial do país, maior do que o esperado por analistas no mês de março, fizeram com que a estimativa do banco para o PIB do primeiro trimestre de 2011 passasse a 1%, muito abaixo do previsto no início do ano. Além da menor perspectiva de crescimento da economia norte-americana prejudicar o desempenho da moeda, o mercado ainda espera por uma estratégia crível para a redução da dívida pública norte-americana, dizem em relatório os analistas Jabaz Mathai, Bin Gao e Adarsh Sinha.
Neste sentido, o presidente Barack Obama anunciou nesta quarta-feira (13) um plano para a redução do déficit público em US$ 4 bilhões nos próximos 12 anos. Os efeitos da declaração ainda são avaliados pelo mercado.
Moeda está descolada do preço de commodities
Por fim, a dissociação da moeda norte-americana e dos preços de commodities acentua sua desvalorização. O dólar é a principal moeda de troca das commodities e, com sua desvalorização, os preços de produtos agrícolas e minerais deveriam subir, já que a oferta aumenta. Contudo, esta lógica já não se aplica e tanto os produtos quanto ações de empresas produtoras seguem em queda.
Vale ainda observar que a queda da cotação do dólar acontece ao mesmo tempo em que o preço do barril de petróleo segue em alta. Desta forma, o mercado passa a migrar para o outro ativo financeiro, elevando a desvalorização da moeda.