Boeing registra prejuízo trimestral menor do que esperado e recuperação ganha força

Empresa do setor aeroespacial registrou prejuízo líquido de US$7 milhões no trimestre

Reuters

Após uma série de falhas em aviões, a Boeing fez mudanças significativas em sua liderança no último ano (Foto: Fortune)
Após uma série de falhas em aviões, a Boeing fez mudanças significativas em sua liderança no último ano (Foto: Fortune)

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SEATTLE, 22 Abr (Reuters) – A Boeing divulgou ⁠nesta quarta-feira um prejuízo muito menor no ⁠primeiro trimestre do que os analistas esperavam, um sinal ‌de recuperação operacional contínua após a pandemia da Covid-19 e anos de crises que mancharam sua reputação e a ‌deixaram com uma enorme dívida.

A gigante aeroespacial registrou um prejuízo líquido de US$7 milhões no trimestre, menor do que o prejuízo de US$31 milhões registrado no mesmo período há 12 meses. O prejuízo básico por ação de 20 centavos ⁠de ‌dólar foi muito menor do que o prejuízo médio ⁠de 83 centavos de dólar por ação esperado pelos analistas.

‘Tivemos um bom começo e continuamos a aproveitar nosso impulso com um desempenho mais forte em todos os nossos negócios’, disse o presidente-executivo da Boeing, Kelly Ortberg, ​em um memorando aos funcionários após a divulgação dos resultados.

‘Trabalhando juntos, estamos dando passos largos para fortalecer nossa ​cultura e restaurar a confiança de nossos clientes, ao mesmo tempo em que aumentamos nossa carteira de pedidos recorde para quase US$700 bilhões’, disse ele.

A Boeing gastou US$1,5 bilhão em dinheiro no trimestre, em grande parte devido ‌a gastos significativos para expandir as capacidades ​de produção do 787 na Carolina do Sul e a produção de jatos militares na área de St. Louis, além de abrir uma nova ⁠linha de produção ​do 737 MAX ​em Everett, Washington.

Atualmente, a empresa produz cerca de 42 de seus jatos de ⁠corredor único mais vendidos por ​mês e espera um aumento para 47 por mês até o final do ano.

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Os esforços contínuos para certificar o 737-7 e o -10, ​as menores e maiores variantes do MAX, respectivamente, e o 777X também contribuíram para a queima ​de caixa.

A empresa ⁠começou a testar um novo sistema anticongelamento para o motor do 737 MAX, ⁠um grande impedimento para a certificação, informou a publicação do setor Air Current na terça-feira.

A Boeing espera que os órgãos reguladores dos EUA certifiquem o MAX 7 e 10 este ano, seguido pelas primeiras entregas em 2027.