Boeing confirma pessimismo do setor e estima demissões de funcionários

Seguindo a tendência de pessimismo que dominou o setor, a Boeing afirmou que deverá cortar entre 20.000 e 30.000 funcionários de sua força de trabalho até o final de 2002. Atualmente a empresa possui 199.000 empregados. Isso é reflexo direto do ataque terrorista aos EUA, segundo a empresa, já que a quantidade de pedidos deve […]

Publicidade

Seguindo a tendência de pessimismo que dominou o setor, a Boeing afirmou que deverá cortar entre 20.000 e 30.000 funcionários de sua força de trabalho até o final de 2002. Atualmente a empresa possui 199.000 empregados. Isso é reflexo direto do ataque terrorista aos EUA, segundo a empresa, já que a quantidade de pedidos deve diminuir, em resposta à queda na demanda de passagens aéreas pelo mundo.

O presidente da empresa, Alan Mulally, falou que sente pelo impacto que isso ocasionará na vida de cada trabalhador, mas é uma decisão estratégica, puramente comercial. Após o ataque ao World Trade Center, a maioria das empresas aéreas informou que passaria por situações críticas, o que fez com que o governo norte-americano começasse a estudar um pacote de ajuda financeira a estas empresas. Uma das poucas que se mostraram otimistas é a Delta Airlines, que acredita que esta queda na quantidade de passageiros seja momentânea, e que é questão de tempo para tudo voltar a normalidade.

A Boeing tinha uma expectativa de entregar 538 aeronaves em 2001, mas baixou este número para 500. Para 2002, a previsão caiu para abaixo de 400 aeronaves, enquanto as expectativas iniciais eram entre 510 e 520 aeronaves entregues.

Hoje as ações da Boeing registram uma ligeira alta de 0,48%, cotadas a US$ 33,30. Um dia antes do atentado as ações da Boeing haviam fechado cotadas a R$ 43,46, o que representa uma baixa de 23,37% no período. Enquanto, no ano, as ações da fabricante de aviões acumulam uma retração de 49,54%.

Tópicos relacionados