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SÃO PAULO – Uma das maiores greves da história da Boeing, companhia norte-americana do setor aeroespacial, caminha para seu fim, com acordo firmado entre líderes sindicais e direção da empresa.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores atendidas pela empresa está a imposição de restrições a serviços terceirizados dentro das instalações da empresa. O processo de dispersão do trabalho necessário para a fabricação de aeronaves entre parceiros tem sido uma tendência do setor nos últimos anos.
Ademais, os funcionários da Boeing exigiam que a empresa reconsiderasse a substituição de cerca de 2 mil empregados no setor de distribuição por prestadores de serviços de fora da empresa.
Prejuízos
Segundo estimativas, a empresa sofreu com atrasos de receitas em US$ 100 milhões por dia, além de ter entregado 35 aviões a menos que o planejado durante o terceiro trimestre e interromper o programa de desenvolvimento de seu novo jato 787.
A proposta foi endossada por todos os negociadores da IAM (International Association of Machinists), o sindicato a que são filiados os trabalhadores da fábrica de Seattle da Boeing, devendo ser submetida a votação nos próximos dias.
De acordo com Scott E. Carson, CEO da subsidiária de aviões comerciais da Boeing, o acordo “premia os empregados por sua contribuição ao nosso sucesso, enquanto preserva nossa capacidade para competir”.