BoE recebe maiores poderes regulatórios; Paulson defende o mesmo para Fed

Após a crise do subprime, aumentam debates em torno da intervenção governamental sobre o sistema financeiro

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SÃO PAULO – Com a grave crise nos mercados financeiros disparada pelos problemas com o crédito de alto risco nos EUA, aumentam as discussões sobre sua regulação por parte dos bancos centrais.

De acordo com agências internacionais, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, deverá discursar nesta quinta-feira (19) em defesa do aumento do poder do Fed (Federal Reserve) para intervir no sistema financeiro do país.

Paulson dirá que o ocorrido com a Bear Stearns revela a necessidade de se alterar a anacrônica estrutura regulatória, sendo preciso encontrar a maneira mais apropriada para que o Fed tenha acesso a informações necessárias, sem que haja intervenção excessiva.

Tendência

Longe de ser uma discussão isolada, o movimento ocorre em outros países de maneira semelhante. O chanceler do Tesouro do Reino Unido, Alistair Darling, anunciou que o Banco da Inglaterra (BoE) passará a zelar explicitamente pela estabilidade das instituições financeiras, além de criar um painel para discussões regulares sobre o tema.

A nova posição reforça a capacidade do BoE para agir em momentos de crise. A instituição é acusada de ter demorado excessivamente para intervir no sistema financeiro durante o ápice da crise. De acordo com Darling, o desafio é assegurar que as autoridades possam agir de maneira rápida e decisiva quando necessário.