BoE mantém juro básico e estímulos quantitativos, mas divergências crescem

Autoridade monetária britânica mantém juros e compra de ativos nos valores atuais; correntes opostas já são evidentes

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SÃO PAULO – Apesar de divergências internas, o BoE (Bank of England) optou por manter a taxa de juros no menor nível já registrado, 0,5% ao ano, mantendo o patamar atual de compra de ativos, em £ 200 bilhões.

A minuta da reunião divulgada nesta quarta-feira (17) revela que há uma divisão interna entre três correntes quanto à política monetária a ser adotada, em meio a incertezas quanto a recuperação econômica e a crescente inflação. 

Visões opostas
Para Adam Posen, economista que integra o comitê de política econômica do BoE, a política de flexibilização quantitativa deveria ser ampliada, com a elevação do valor aplicado na compra de ativos, dos £ 200 bilhões atuais para £ 250 bilhões.

Já Andrew Sentance, outro membro do comitê, apresenta visão oposta à de Posen, tendo se manifestado em defesa de um aperto monetário, com a elevação da taxa de juros, de 0,5% para 0,75%, como forma de combate à inflação que se encontra acima da meta.

Consenso pela manutenção
Contudo, prevaleceu a opinião de consenso dos outros sete membros do comitê, que avaliaram como prematura a idéia de aperto monetário em função da expectativa de contenção da crescente inflacionária, segundo a minuta da reunião.

Foi considerada também como prematura a idéia de maior flexibilização monetária enquanto não houver certeza de esta medida intensificaria a recuperação econômica, e em meio ainda à persistência de inflação acima da meta.