Europa

BoE defende maior tempo de prisão para manipuladores de mercado

O Banco ainda recomenda a criação de um conselho de práticas de mercado, formado por representantes das instituições, que redija um novo código de conduta para operadores de renda fixa, câmbio e commodities

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O Banco da Inglaterra (BoE) recomendou nesta quarta-feira sentenças mais duras para corretores considerados culpados por manipularem o mercado. A medida faz parte de uma reavaliação das práticas da instituição após uma série de escândalos envolvendo grandes bancos e corretoras.

Em um estudo sobre como evitar que problemas como esse prejudiquem o mercado, a instituição pregou que operadores precisam enfrentar penas de até dez anos de prisão, tempo semelhante à punições aplicadas sobre outros crimes financeiros. Hoje, a sentença máxima no país é de sete anos.

O relatório, que levou um ano para ser feito, também recomendou que uma maior variedade de firmas ligadas ao mercado financeiro que seja submetida ao mesmo regime que permite a reguladores aplicar penas em bancos cujos subordinados são condenados por abuso de poder de mercado. Atualmente, apenas gerentes de bancos e seguradoras estão sob o guarda-chuva dessa regulamentação.

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Além disso, o BoE recomenda a criação de um conselho de práticas de mercado, formado por representantes das instituições, que redija um novo código de conduta para operadores de renda fixa, câmbio e commodities.

Caso essas medidas não surtam efeito, as autoridades alertam que regras mais duras podem estar por vir. “Se as empresas e seus funcionários não agarrarem essa oportunidade, regras mais duras serão inevitáveis”, disse o presidente do BoE, Mark Carney, durante um jantar anual para banqueiros no centro financeiro de Londres.

Nos últimos anos, grandes bancos pagaram dezenas de bilhões de dólares para encerrar investigações de manipulação de taxas de juros e outros importantes indicadores financeiros.

Com o documento, as autoridades britânicas esperam encorajar reguladores internacionais a aplicar medidas semelhantes em todo o mundo. Bancos Centrais do mundo todo, reunidos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), já trabalham em regras mais duras em mercados como o de câmbio.