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SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch reduziu sua recomendação para os ADRs (American Depositary Receipt) da TIM (TCSL4, TCSL3) por conta do recente rali e da deterioração da qualidade dos serviços prestados pela companhia. Contudo, o banco aumentou seu preço-alvo para os ativos, de US$ 26,00 para US$ 28,00.
A recomendação neutra, argumentam os analistas, reflete a alteração nas bases que sustentavam as perspectivas positivas para os papéis: o plano de reestruturação da empresa, com base no aumento de qualidade e o desconto destes frente aos pares de mercado.
Novo cenário
O rali, sozinho, não motivava a alteração, uma vez que veio acompanhado de um ganho de market share da companhia, aponta o banco. Porém, após a divulgação do relatório da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre o setor de telefonia móvel, que apontou um aumento de 20% no número de quedas de chamada da TIM em agosto, a antiga recomendação não era mais sustentável.
“Estes sinais de deterioração na qualidade da rede, combinados com o recente rali das ações, nos motivou a rebaixar a TIM para neutro” escreve a instituição.
Preço-alvo
Paralelamente, a elevação no preço-alvo dos ADRs visa incorporar as novas projeções do banco às estimativas da companhia.
Os analistas acreditam que os ganhos de sinergia entre a TIM e a Intelig serão totalmente realizados em 2010, o que motivou a atualização do cálculo. Além disso, a nova meta também incorpora os resultados do segundo trimestre da companhia.