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SÃO PAULO – Em vista do reflexo do ajuste retroativo para a revisão tarifária de 2008 sobre os resultados da CPFL Energia (CPFE3) e a previsão de menor demanda, o Bank of America Merrill Lynch está reduzindo sua projeção de ganhos para a companhia.
Porém, paralelamente, os estrategistas estão elevando seu preço-alvo para as ações da empresa e seus respectivos ADRs (American Depositary Receipts) e também sua recomendação para os papéis, que passa de underperform para neutra.
Segundo os analistas, apesar da previsão de resultados piores, o aprimoramento do cenário macroeconômico contrabalanceia positivamente as projeções.
Meta de preço
O novo preço objetivo ficou em R$ 38,00 para as ações e US$ 63 para o ADR, subindo de R$ 37,50 e US$ 44,50 do cálculo anterior, respondendo ao menor risco-País e menores custos de débito, além da perspectiva de fortalecimento do câmbio.
Os riscos envolvidos no cálculo do preço-alvo são: a iminente possibilidade de uma oferta de ações, visto a recente venda de 16,6 milhões de papéis por parte da Bradespar, que ainda detém 25,3 milhões de ações, e a possibilidade de atrasos na inauguração das novas plantas geradoras.
Geradoras
O banco revelou sua preferência por geradoras de energia, como a CPFL, ao invés das distribuidoras, devido perspectiva de elevação do fluxo de caixa para companhias do segmento nos próximos anos por conta da renegociação dos contratos existentes e da expansão da capacidade.
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Dividendos
Por fim, os analistas do banco norte-americano ressaltaram sua visão de que, caso não ocorra grandes aquisições por parte da companhia, a CPFL deverá continuar sua atrativa política de dividendos.