BNDES rebate mídia e diz que trata Eike como se fosse “qualquer um”

De acordo com o BNDES, a estrutura de garantias é exatamente igual ao de todas as outras operações e que o grupo não desfruta nem nunca desfrutou de taxas de juros mais favoráveis que outros

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SÃO PAULO – O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) refutou que tem dado privilégios às empresas de Eike Batista – dizendo que trata o grupo EBX como “qualquer um”. A informação de que o banco estatal estava alongando sistematicamente foi publicado pelo Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira (15).

De acordo com o BNDES, a estrutura de garantias é exatamente igual ao de todas as outras operações e que o grupo não desfruta nem nunca desfrutou de taxas de juros mais favoráveis que outros. Além disso, taxa de juros “especialmente baixas”, como os 4,5% pagos pela LLX Logística (LLXL3) em um dos financiamentos, é fruto do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), com mais de 700 mil operações abertas.

O BNDES também esclarece que a reportagem do Estadão não apresenta corretamente as informações sobre os resultados da carteira de ações da BNDESPar, lembrando que o braço de equity do banco obteve rentabilidade superior a 100% em uma operação de venda das ações da LLX entre 2009 e 2011 – período em que o Ibovespa subiu 50% e o CDI subiu 19%. 

O banco também garante que não há um prejuízo do BNDESPar com as ações do grupo EBX, já que o resultado só pode ser aferido com a venda dos ativos – e a estratégia do banco foca o longo prazo. Além disso, o investimento total do BNDESPar no grupo “X” representa apenas cerca de 0,6% do total do ativo da companhia.