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BNDES prepara venda de ações da Suzano, Petrobras anuncia projetos para refino e gás natural, estreia da Cury na B3 e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta segunda-feira (21)

Fábrica da Suzano Papel e Celulose
(divulgação)
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No noticiário corporativo, os investidores acompanham hoje a estreia da construtora e incorporadora Cury (CURY3) na bolsa de valores. A empresa é subsidiária da Cyrela (CYRE3). O mercado também reagirá à compra de uma faculdade pela Ser Educacional (SEER3) no Ceará, por R$ 24 milhões.

Além disso, a Suzano (SUZB3) informou que o BNDES Participações está realizando uma oferta pública de distribuição secundária de ações, que pode chegar a R$ 7,5 bilhões. Outro destaque foi a notícia de que o Banco do Brasil divulgou planos de que pretende estar entre os três maiores bancos no mercado de capitais do Brasil em até quatro anos.

Já a Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou novos projetos para o setor de refino e gás natural, enquanto a Latam recebeu aprovação do Tribunal do Distrito Sul de Nova York para a proposta de financiamento modificada, dentro do processo de recuperação judicial.

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Confira os destaques:

Suzano (SUZB3)

A Suzano informou que o acionista BNDES Participações está realizando uma oferta pública de distribuição secundária de até 150.217.425 ações ordinárias de emissão da Suzano e de titularidade da BNDESPAR. A oferta será realizada simultaneamente no Brasil e no exterior (sob a forma de ADRs). A oferta deve ser precificada em 1º de outubro de 2020.

Considerando o preço no fechamento do pregão de sexta-feira, a oferta pode movimentar R$ 7,5 bilhões. O J.P. Morgan, Bank of America Merrill Lynch, Banco Bradesco BBI, Banco Itaú BBA e XP Investimentos são os coordenadores da oferta brasileira. Já J.P.Morgan Securities, BofA Securities, Banco Bradesco BBI, Itau BBA USA Securities e XP Investments US coordenam a oferta internacional.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco define nas próximas semanas quem será o sucessor de Candido Bracher na presidência do maior banco da América Latina. Conforme aponta o jornal Valor Econômico, estão na disputa os quatro que formam, com Bracher, o comitê executivo: os diretores-gerais de atacado, Caio Ibrahim David, de varejo, Márcio Schettini, e os vice-presidentes André Sapoznik (tecnologia) e Milton Maluhy Filho (finanças e riscos).

Conforme destaca o Bradesco BBI, como se trata de uma transição amplamente esperada pelo mercado, não deve significar grandes mudanças e nem surpreender. “O Itaú deve seguir em frente com seu plano de renovar o banco de dentro para fora – desafio que vemos como um dos mais difíceis na época em que vivemos”, apontam os analistas.

Vulcabrás (VULC3) e Alpargatas (ALPA4)

A Vulcabrás informou que vai pagar R$ 32,5 milhões pela marca Mizuno no Brasil, detida pela Alpargatas.

Ser (SEER3)

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A Ser Educacional comprou o Colégio Cultural Módulo, dono da Faculdade de Juazeiro do Norte, no Ceará por R$ 24 milhões. A operação foi feita por meio da subsidiária Cenesup. A faculdade teve receita líquida de R$ 20 milhões em 2019 e Ebitda ajustado de R$ 4,3 milhões. A empresa tinha 2,1 mil alunos de graduação em dezembro de 2019.

CSN (CSNA3)

A CSN comunicou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou na última sexta-feira novo plano de negócios da controlada CSN Mineração (CMIN), tendo em vista projetos de expansão para exploração completa do potencial de suas reservas e recursos.

“Nesse sentido, a companhia autorizou seus diretores a tomarem as medidas necessárias para a realização de oferta pública inicial de ações de emissão da CMIN, com o objetivo de financiar parte do plano de negócios da CMIN, além de criar valor para seus acionistas”, afirmou em fato relevante.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras lançou dois programas para aprimorar suas atividades de refino e gás natural. Um deles é o Biorefino 2030, que prevê projetos para a produção de uma nova geração de combustíveis, como o diesel renovável e o bioquerosene de aviação.

Ainda na área de refino, a companhia pretende reduzir em 30% a captação de água em suas refinarias e em 16% a intensidade do carbono do segmento até 2025. Segundo a empresa, o novo combustível reduz em 70 % a emissão de gases de efeito estufa se comparado ao óleo diesel mineral e 15 % em relação ao biodiesel éster. Sua comercialização no Brasil como biocombustível depende ainda de regulamentação da ANP.

Já o BioQAv ou bioquerosene de aviação será utilizado no mundo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Essa é uma resolução da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e o Brasil deverá utilizá-lo obrigatoriamente a partir de 2027.

A Petrobras também prevê investimentos para o aumento da produção de diesel S-10, de baixo teor de enxofre, em detrimento do diesel S-500. Para isso, serão realizadas modernizações em unidades da Reduc, em Duque de Caxias-RJ, e da Revap, em São José dos Campos-SP. Também será construída uma nova unidade de hidrotratamento de diesel na Replan. Outra iniciativa em estudo é a integração da Reduc com o Gaslub Itaboraí, que permitirá a produção de lubrificantes de alta qualidade, de nível tecnológico mais avançado.

Arteris (ARTR3)

A Arteris aprovou a emissão de R$ 1,454 bilhão em debêntures simples. Será a nona emissão da companhia, e será realizada em duas séries, com valor unitário de R$ 1 mil. A oferta será realizada com esforços restritos, ou seja, será direcionada a um público limitado de investidores qualificados.

d1000 (DMVF3)

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A XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da varejista farmacêutica d1000 com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,5/ação para o final de 2021. Com base no fechamento de mercado do dia 18 de setembro, a instituição vê potencial de alta de 105% para as ações. Segundo a XP, a recomendação se deve às melhorias operacionais da empresa, principalmente das bandeiras Drogasmil e Rosário, que estavam em dificuldades.

Além disso, a XP destacou que a aceleração do processo de abertura de lojas da d1000 deve gerar um crescimento médio de receita de 17% ao ano entre 2019 e 2023. Finalmente, a XP explicou que a relação risco-retorno da empresa está assimétrica, depois da queda de 41% desde o IPO.

As ações estão sendo negociadas a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 14,8x em 2021, um desconto de 40% em relação à média de cobertura de varejo da XP. “Em nosso preço-alvo, as ações seriam negociadas a um EV/EBITDA de 15,3x em 2021e e P/L de 30,4x”, destacam os analistas. Como riscos ao negócio, a XP citou dificuldades na execução, alta concorrência no formato popular e liquidez ainda baixa das ações.

EDP Energias do Brasil (ENBR3)

A EDP Energias do Brasil aprovou o pagamento de dividendos no valor total bruto de
R$ 353,5 milhões. Deste montante, R$ 236 milhões são referentes a juros sobre capital próprio, equivalente a R$0,390207737 para cada ação ordinária, e serão pagos sem ajuste aos acionistas titulares na data-base de 30 de dezembro de 2019.

Os outros R$ 117,5 milhões são referentes a dividendos, equivalente a R$0,194262378 para cada ação ordinária, e serão pagos a acionistas da data-base de 31 de março de 2020.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil pretende estar entre os três maiores bancos no mercado de capitais do Brasil. Segundo o Estado de S.Paulo, o objetivo é estar, em até quatro anos, entre os três maiores bancos a estruturar operações de captações para empresas por meio de oferta de ações e instrumentos de dívida nos mercados locais e externo, em financiamento de projetos e em fusões e aquisições. O plano ocorre junto com a parceria com o UBS, que deve ser iniciada nesta semana.

Latam

A Latam informou na sexta-feira que recebeu aprovação do Tribunal do Distrito Sul de Nova York para a proposta de financiamento modificada, dentro do processo de recuperação judicial. A decisão ocorre depois de disputas com minoritários e uma derrota na Justiça dos Estados Unidos. De acordo com O Estado de S.Paulo, a decisão permite que o grupo tenha acesso aos US$ 2,45 bilhões necessários para enfrentar os impactos da pandemia.

CCR (CCRO3)

A CCR teve uma alta de 3,3% no tráfego das rodovias na semana de 11 a 17 de setembro, impulsionada pelo segmento comercial, que subiu 15,5%. Já os carros de passeio tiveram tráfego 11,3% inferior. No acumulado do ano, o tráfego consolidado caiu 5,1%.

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Excluindo a ViaSul, o tráfego semanal caiu 1,8%. Já no acumulado do ano, o consolidado sem ViaSul recuou 10,2%.

Simpar (SIMH3)

A compra da Moreno Holding pela JSL, agora Simpar na Bolsa, foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A compra foi anunciada em agosto, por R$ 310 milhões.

 

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