BNDES planeja aumentar 20% do volume de crédito das microempresas

Agropecuária e serviços são os setores com maior demanda de financiamento este ano, revela o banco

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SÃO PAULO – Segundo informações divulgadas pelo Sebrae, em 2004 o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) planeja aumentar o financiamento das micro, pequenas e médias empresas para R$ 12 bilhões, o que representa um aumento de 20% em relação ao desembolso do ano passado. Em 2003 também o BNDES disponibilizou um total de financiamentos para as MPMEs 20% superior ao do ano anterior.

MPMEs lideram número de operações com BNDES

Embora, no primeiro bimestre de 2004 a instituição tenha liberado R$ 1,937 bilhão para o segmento, montante que superou em 83% aquele concedido no mesmo período de 2003, o aumento de 20% projetado para o ano de 2004 como um todo equivale a menos do que R$ 2 bilhões.

Isso porque, assim como no ano passado, ainda que o número de operações do BNDES com as MPMEs tenha sido de 96.486 (contra 6.556 negociações com grandes empresas), o valor de financiamento efetivamente concedido (R$ 10,2 bilhões) foi menos do que a metade daquele concedido para as grande empresas (R$ 23,51 bilhões).

Agropecuária e Serviços são os maiores beneficiados

Segundo o superintendente da área de Operações Indiretas do BNDES, Cláudio Bernardo Guimarães Moraes, os setores que mais demandam financiamentos são os de agropecuária e serviços. Em 2003, a agropecuária também foi a campeã de financiamentos do BNDES para as MPMEs, tanto em número de operações quanto no valor dos desembolsos, R$ 4,288 bilhões.

BNDES planeja criação de fundo extra para MPMEs

Segundo Moraes o BNDES estuda ainda a possibilidade de criar um fundo de aval como garantia extra de financiamento para as micro, pequenas e médias empresas; sendo que o total de recursos disponíveis para este fundo seria da ordem de R$ 100 milhões.
A decisão é reflexo da percepção do BNDES de que o Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade (FGPC), já existente e responsável por assegurar parte do risco de crédito dos bancos nas operações de pequenas empresas exportadoras, seja insuficiente para estimular os bancos a concretização dos financiamentos do setor.

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