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SÃO PAULO – Até o fechamento da última edição do BNDES Trimestral, os impactos da crise internacional no desempenho do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não foram sentidos. Pelo contrário, houve um aumento nos ingressos de consultas entre agosto e outubro de 2008, na comparação com igual período do ano anterior.
Como reflexo do crescimento de 16,2% na Formação Bruta de Capital Fixo, no segundo trimestre de 2008, na comparação com o mesmo período de 2007, e da expansão do PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no País) em 6,1% ao ano, o BNDES alcançou os níveis de desempenho mais elevados de sua história.
Resultados
As aprovações e as liberações atingiram os R$ 119,6 bilhões e R$ 86,6 bilhões, respectivamente, no acumulado em 12 meses encerrados em outubro de 2008.
Os investimentos em infra-estrutura têm liderado a demanda por recursos do BNDES. Nos últimos 12 meses, as liberações para o setor atingiram R$ 35 bilhões. Os segmentos que mais chamaram a atenção foram Transporte Rodoviário (R$ 13,4 bilhões) e Energia Elétrica (R$ 9 bilhões).
Na indústria, há uma maior dispersão setorial com relação a esse indicador. Os segmentos com maior volume de desembolsos foram: Alimentos e Bebidas, com R$ 8,3 bilhões, Material de Transporte (que engloba fabricação e montagem de veículos automotores, embarcações, equipamentos ferroviários e aeronaves), com R$ 5,9 bilhões, e Química/ Petroquímica, com R$ 5,4 bilhões.
Os desembolsos da Finame/BNDES, linha destinada à aquisição de máquinas e equipamentos, por sua vez, atingiram R$ 21,5 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em outubro de 2008, o que equivale a um aumento de 33% nesse mesmo período, indicando que, também, a demanda por máquinas e equipamentos continua com elevado ritmo de crescimento.