BNDES: com crise europeia e China, Brasil dependerá mais de si

País não pode se limitar à produção e exportações de commodities, mas precisa reinventar sua indústria, diz Coutinho

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SÃO PAULO – O Brasil vai depender cada vez mais de suas próprias forças para obter um crescimento sustentado nos próximos anos, em meio à crise na zona do euro e à desaceleração da economia chinesa, segundo o presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho.

Segundo ele, o país não pode se limitar à produção e exportação de commodities, mas precisa reinventar sua indústria e o setor de serviços para enfrentar a concorrência mundial.

“Precisamos ter (cuidado) para não cair em simplismos. É difícil, mas o Brasil pode escapar de forma criativa”, disse.

Para Coutinho, o Brasil tem oportunidades na área de commodities, mas precisa ter uma indústria robusta e dinâmica, e que o banco vai ter um papel importante nesse processo.

Coutinho reforçou ainda a necessidade de o país ampliar suas taxas de poupança para assegurar um crescimento sustentável.

“O Brasil tem um fronteira de investimentos em infraestrutura, energia e logística, importante para melhorar a competitividade. Essa fronteira pode ser induzida pelo governo para aumentar a taxa de poupança/investimento”, disse.

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Coutinho participou da abertura do seminário “O Brasil e o Mundo em 2022”, em comemoração pelos 60 anos do BNDES.