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BNDES avalia vender todas as suas ações da Petrobras; novo CEO da Oi será Rodrigo Abreu e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta sexta-feira (13)

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No noticiário corporativo, os destaques nesta sexta-feira 13 são a escolha do novo diretor-presidente da operadora Oi, Rodrigo Modesto de Abreu, que assumirá o cargo no final de janeiro; a venda pela Suzano, por R$ 400 milhões, de florestas de eucalipto para a Klabin; e a melhora da perspectiva do rating das estatais Eletrobras e Petrobras de estável para positivo, pela agência Standard & Poor’s. Além disso, o BNDES anunciou a intenção de vender as suas ações da Petrobras. Confira os destaques:

Oi (OIBR3;OIBR4)

A operadora de telecomunicações Oi S.A. comunicou ontem (12) à CVM que seu novo diretor-presidente será Rodrigo Modesto de Abreu. Ele deverá assumir o cargo em 31 de janeiro de 2020, um dia após o atual diretor-presidente, Eurico Teles Neto, deixar o cargo.

Teles Neto pediu demissão do cargo na terça-feira desta semana, no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou uma operação na sede da empresa.

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Os policiais buscavam informações sobre um suposto uso da empresa para pagamento de despesas pessoais de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e de Jonas Suassuna. Teles Neto disse desconhecer qualquer repasse suspeito.

“Essa empresa é só pepino”, disse. Rodrigo de Abreu está na Oi desde setembro de 2018, ocupando o cargo de diretor de operações. A operadora está em recuperação judicial há quase dois anos.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou ter recebido correspondência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em que comunica a sua intenção de avaliar a venda de até a totalidade de ações ordinárias de emissão da Petrobras e de sua titularidade, por meio de uma oferta pública de distribuição secundária de ações, com esforços amplos de distribuição no Brasil e com esforços de distribuição no exterior.

O BNDES aprovou o início de processo seletivo de contratação de assessores para a transação. Além disso, iniciou estudos para detalhar seus termos e condições, incluindo a quantidade de ações de emissão da companhia objeto da Transação e o seu cronograma, os quais serão definidos e comunicados à companhia.

Em 30 de novembro de 2019, o BNDES detinha 734.202.699 ações ordinárias da Petrobras, representando cerca de 10% do total de ações ordinárias emitidas pela companhia.

Natura (NATU3)

O Bradesco BBI elevou para neutra a recomendação para as ações da Natura, que estavam underweight desde que a indústria brasileira de cosméticos comprou a norte-americana Avon por US$ 3,7 bilhões em maio.

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“Existem sinergias potencialmente maiores que as esperadas. Enquanto esperávamos que a Avon atingiria uma margem Ebitda de 8% apenas até 2022, a companhia está direcionada para atingi-la ainda em 2019, aumentando para 12% até 2022”, destaca o relatório da BBI.

A estimativa de economia com as sinergias, antes ao redor de US$ 200 milhões, foram ampliadas para US$ 250 milhões. “Nós percebemos a Natura-Avon se movendo para uma nova fase, após o mercado ter precificado os ganhos potenciais e então as ações terem tomado uma pausa, até a aquisição obter aprovação. Quando a transação estiver completa, esperamos obter novas informações sobre a integração e como a empresa combinada parecerá no futuro”, comenta o relatório.

Suzano (SUZB3)

A Suzano vendeu para a Klabin 14 mil hectares de florestas plantadas de eucalipto, árvore usada como matéria-prima pelas indústrias de celulose. Em comunicado enviado à CVM, a Suzano afirma que embolsará R$ 400 milhões com a venda das florestas de eucalipto à Klabin.

“O pagamento será feito proporcionalmente ao volume de floresta colhido e ocorrerá entre 2020 e 2024”, informou a Suzano. Em outro comunicado também enviado ontem à CVM, a Klabin confirmou a transação e esclareceu que as florestas de eucalipto, certificadas, ficam no sul do Estado de São Paulo, próximas à divisa com o Paraná.

Eletrobras (ELET3;ELET6

A Eletrobras e a Petrobras informaram ontem à CVM, em comunicados separados, que a agência de risco Standard & Poor’s alterou a escala de rating das estatais de “estável” para “positiva” nesta semana, logo após alterar a escala de rating do Brasil também de estável para positiva.

Pão de Açúcar (PCAR4) e Via Varejo (VVAR3)

O Grupo Pão de Açúcar enviou um comunicado à CVM, na noite de ontem (12), no qual esclareceu que, durante o período em que a CBD – Companhia Brasileira de Distribuição, controlava a Via Varejo, cujo sócio minoritário então era o empresário Michael Klein, jamais tomou conhecimento de nenhuma irregularidade contábil realizada na empresa. “O GPA e os membros de administração não tomaram conhecimento naqueles respectivos períodos de que poderia haver qualquer irregularidade financeira”, informou a diretora de relações com investidores do GPA, Isabela Cadenassi.

A Via Varejo publicou ontem fato relevante na CVM, no qual informou que investiga, desde 13 de novembro deste ano, denúncias anônimas de que teriam ocorrido fraudes contábeis na empresa no terceiro trimestre deste ano.

Segundo a Via Varejo, auditores independentes constataram que houve “indícios de fraude contábil caracterizada pela manipulação de provisão trabalhista pela Companhia, e pelo deferimento indevido na baixa de ativos e contabilização de passivos”. A administração da companhia afirmou que conhece os fatos da investigação e apura também o impacto nos resultados da companhia, que estima ser da ordem de R$ 1,05 bilhão a R$ 1,2 bilhão. Com isso, as ações VVAR3, que estavam em alta de 8,14% até o penúltimo sinal da bolsa, fecharam em queda de 3%.

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Agora, a Via Varejo espera um impacto entre R$ 800 milhões e R$ 940 milhões nos seus resultados do quarto trimestre de 2019, destaca o Bradesco BBI.  “Haverá um impacto no fluxo de caixa que esperamos alcançar até R$ R$ 900 milhões durante os próximos três a quatro anos”, comenta a corretora BBI. Como fato positivo, a BBI destaca que a auditoria da Via Varejo detectou que a empresa deverá receber R$ 600 milhões relativos a créditos fiscais do PIS e da Cofins na base de cálculo do ICMS.

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