Publicidade
SÃO PAULO – Com a melhor semana do Ibovespa no ano, apenas 7 das 69 ações do índice encerraram a semana no negativo. Quem caiu foram os papéis que vinham subindo com a disparada do dólar e agora corrigiram o movimento com a queda da moeda, ou seja, as exportadoras, que têm suas receitas na moeda americana e, por isso, são beneficiadas por sua escalada frente ao real.
Na ponta positiva, o destaque ficou com as ações da BM&FBovespa (BVMF3), que subiram 18,45%. No radar da empresa, não aparece nenhuma notícia que possa ter justificado o movimento, mas durante a semana analistas ressaltaram que o papel rompeu um importante patamar gráfico dos R$ 10 e isso pode ter destravado as compras.
Na sequência, figuraram as ações da CCR (CCRO3), que acumularam ganhos de 15,44% na semana, com os investidores de concessões rodoviárias indo para os papéis da companhia após a empresa ter perdido o leilão da ponte Rio-Niterói na última quarta-feira.
Isso porque a ganhadora do leilão, a Ecorodovias (ECOR3) venceu o leilão oferecendo um deságio bem superior à média da concorrência com tarifa básica proposta de R$ 3,28 – equivalente a um deságio de 36,67% sobre o valor máximo permitido, o que abalou as ações na Bolsa logo após o leilão (apesar de terem fechado a semana em alta de 6,11%).
“A primeira reação do mercado foi negativa devido ao grande desconto e a baixa IRR (Taxa Interna de Retorno, na sigla em inglês) de 5,1%, inferior ao limiar do governo de 72%”, comentaram os analistas Gabriel De Gaetano, Eduardo Silveira e Guilherme Reif, do Banco Espírito Santo.
As educacionais também tiveram uma semana de destaque na Bolsa e fecharam o período em alta, com destaque para a Estácio (ESTC3), com ganhos de 12,47%. A semana foi agitada para o setor, entre resultados de empresas que foram positivos e o anúncio da saída do ministro da Educação Cid Gomes, que teve uma boa leitura do mercado ao avaliar que as portas para o diálogo entre ministério e empresas estarão mais livres.
Continua depois da publicidade
Gomes era visto como uma pessoa afastada, que não ia às reuniões do setor e por isso dificultava a comunicação principalmente na questão das novas regras do Fies (programa do governo de financiamento estudantil). Por outro lado, ainda há incertezas sobre quantos alunos as empresas conseguirão admitir via programa de financiamento do governo.
Por fim, tambem entre as maiores altas da semana, estão as elétricas. De acordo com relatório do JPMorgan, os investidores devem ter uma visão mais otimista com o setor, pois a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) está focada em resolver a questão do GSF (fator de ajuste de energia) negativo das geradoras, além de estar melhorando o retorno dos projetos de transmissão e também por que agora vemos um risco menor de racionamento em 2015 e 2016. “Nossas top picks continuam sendo Tractebel (TBLE3), AES Tietê (GETI3) e Copel (CPLE6)”, avaliam. Entre as elétricas que tiveram a maior alta, destaque para Energias do Brasil (ENBR3, R$ 10,22, +17,47%) e Light (LIGT3, R$ 15,34, +14,39%).
Já entre as maiores quedas da semana, estão a TIM Participações (TIMP3, R$ 11,30, -4,32%) e a Marcopolo (POMO4, R$ 2,23, -4,29%).
Continua depois da publicidade