BM&FBovespa eleva limite de aluguel das ações da OGX para 50% do free float

Este é o patamar considerado máximo para o aluguel de ações de acordo com as regras da bolsa; mudança vale a partir do pregão desta quinta

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SÃO PAULO – A BM&FBovespa comunicou, em ofício circular, que elevou o limite do aluguel das ações da OGX Petróleo (OGXP3) para o teto de 50% do free float, porcentual considerado o máximo pelas regras da bolsa e equivalente a 753 milhões de ações OGXP3. Esta mudança já vale a partir do pregão desta quinta-feira (12). Anteriormente, o limite era de cerca de 41% do free float, ou 618 milhões de ativos da companhia.

O limite de risco para posições e posições a descoberto em opções, por sua vez, se manteve em 45% e 22,5%, respectivamente, enquanto o limite de contratos a termo caiu de 10% para 5%. Os limites de posição em aberto para os mercados de opção, termo, futuro e empréstimo (BTC) de contratos referenciais em OGXP3 serão realocados para seus valores máximos, informou a BM&FBovespa. 

A BM&FBovespa informou ainda que, se os novos limites sejam ultrapassados aos empréstimos de ativos e contratos a termo, não irá permitir o registro de novos contratos, com exceção daqueles destinados à rolagem de posições pré-existentes.

Já para as opções, não será autorizada a abertura de novas posições, mas posições existentes poderão ser encerradas em mercado. Caso a regra, por qualquer razão, não seja observada, informou a bolsa, ela determinará o encerramento da nova posição aberta e aplicará ao comitente multa equivalente a 10% do valor financeiro da posição,a qual será debitada do saldo líquido multilateral do agente de compensação responsável. 

Vale ressaltar que, em setembro, os empréstimos das ações da petrolífera de Eike Batista dispararam, ultrapassando na última terça-feira (10) o limite estabelecido pela BM&FBovespa, de cerca de 40% do free float (ações em circulação no mercado). Esta é a terceira vez que a bolsa eleva o limite do aluguel das ações da companhia. Em 18 de março, a bolsa ampliou o limite de risco de empréstimo do ativo de 20% para 30%. E, em 9 de maio, a BM&FBovespa precisou subir o parâmetro para 45%, sendo que este limite caiu para 40% recentemente em função das vendas de ações por Eike, o que contribuiu para aumentar o número de ações disponíveis no mercado. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.